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Regresso à escola: pediatras apoiam, em nome da saúde das crianças

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O início do ano escolar 2020 está a bater à porta e desta vez, mesmo com o Covid-19 sem fim à vista, as escolas vão abrir para dar lugar às aulas presenciais.

O primeiro-ministro, António Costa, embora usando outras palavras, foi claro: as aulas têm de ser presenciais porque os pais têm de ir trabalhar, numa economia que não pode ficar mais tempo parada sob risco de haver mais famílias em dificuldades.

Socidade Portuguesa de Pediatria (SPP) foi uma das entidades que já se manifestou a favor do regresso à escola em comum do bem estar das crianças e como o exemplo vem sempre de cima, apela, sobretudo aos pais.

Para proteção de todos, o mais importante continua a ser o comportamento responsável dos adultos, na escola mas também na comunidade, com cumprimento estrito das normas de distanciamento social físico e de higienização recomendadas, o isolamento precoce de casos sintomáticos e o rastreio rápido dos contactos”, diz a SPP em comunicado.

A instituição está consciente que este é um momento de “preocupação para pais, crianças, educadores, professores e profissionais de saúde, que procuram certezas num mundo em que as informações mudam rapidamente.” E que, embora contrariamente à grande maioria das infeções víricas, a infeção pelo novo coronavirus SARS-CoV-2 tem causado doença menos grave em idade pediátrica do que no adulto, os pais continuam a sentir angústia no regresso à escola.

Mas alerta no comunicado que os pais também devem ter em conta que “a interrupção das atividades escolares e extra-escolares ditada pelo confinamento teve grande impacto na saúde das crianças, a nível da aprendizagem, da socialização e da saúde mental.”

“As crianças, sobretudo as do 1o ciclo, sentiram insatisfação com as novas modalidades de ensino por videoconferência, dificuldades de concentração e na realização de tarefas, e saudades da escola e dos colegas. As dificuldades de acesso a meios informáticos veio acentuar ainda mais as diferenças nas crianças mais desfavorecidas. O apoio a crianças com necessidades educativas especiais foi escasso. Crianças com doença crónica complexa ficaram privadas das diferentes terapias de que beneficiavam em ambiente escolar, o que contribuiu, em muitos casos, para a regressão da condição de base”, enumera do comunicado.

Acresce que “a escola deixou de ser o espaço para brincar, processo essencial ao desenvolvimento infantil, e o espaço seguro, onde existe alimento e ternura, tão necessários em alguns casos. Foi exigido enorme esforço às famílias na conciliação entre o trabalho e a vida familiar, que não se poderá prolongar no tempo.”

“São todas fortes razões para que se retome o ensino presencial”, defende.

Comunicado da SPP

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