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Registadas 89 Denúncias Sobre Bullying Em Menos De 24 Horas

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Com a recente abertura do Observatório Nacional do Bullying, teremos dados mais fidedignos sobre a dimensão do fenómeno nas nossas escolas. Para já não deixa de ser impressionante que em menos de 24 horas, ocorreram 89 denúncias.

Pena é que este registo se restrinja “apenas” a situações de bullying, a indisciplina escolar carece de um registo continuidado sobre a dimensão, tipologia e localização do fenómeno. Como refiro há alguns anos, em primeiro lugar é preciso reconhecer que temos um problema, depois conhecer em pormenor o tipo de problema que temos em mão e só depois intervir. Com este e anteriores Ministérios da Educação, nem reconhecer quanto mais conhecer e intervir…

Fica o link para a entrevista da Sofia Neves, coordenadora científica do Observatório Nacional do Bullying e presidente da Associação Plano i ao site Educare.

Bullying: “Campanhas avulsas surtem poucos ou nenhuns efeitos”

O Observatório Nacional do Bullying, iniciativa da Associação Plano i, surgiu há dias para recolher informações sobre situações de bullying em contexto escolar, através de um questionário online, disponível no site da associação, que deve ser preenchido por pessoas que são ou foram vítimas de bullying, que são ou foram testemunhas de bullying, ou que tomaram conhecimento de casos. Os dados recolhidos serão usados para o mapeamento e caracterização do fenómeno e para o reforço da prevenção e do combate ao bullying.

“Os impactos do bullying podem ser tão devastadores e incapacitantes, a nível psicológico, físico, sexual e social, que constrangem a tomada de decisão das vítimas de partilharem as suas vivências. É preciso não esquecer que o bullying pode resultar na morte das vítimas, por homicídio ou suicídio”, refere Sofia Neves, coordenadora científica do Observatório Nacional do Bullying e presidente da Associação Plano i, em entrevista ao EDUCARE.PT.

Na sua opinião, é importante reforçar mecanismos formais e informais de prevenção e combate ao bullying. “A formação especializada nesta área é fundamental para quem intervém em contexto escolar”, sublinha. Sofia Neves é licenciada em Psicologia e doutorada em Psicologia Social pela Universidade do Minho, professora auxiliar no Instituto Universitário da Maia (ISMAI) e investigadora integrada do Centro Interdisciplinar de Estudos de Género (CIEG – ISCSP/ULisboa).

Fonte: Educare

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