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Reforma dos professores aos 40 anos de serviço.

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Há muito que se fala na reforma dos professores, o objetivo de reformá-los com 36 anos de serviço não passará de uma miragem. Nos bastidores, o número 40 vem frequentemente à baila e as palavras de António Costa hoje no parlamento, mostram que existe abertura para uma reforma aos 40 anos de serviço com uma penalização bastante inferior. Fala-se até em alternativas para evitar a penalização, que alternativas serão? Não faço a menor ideia, mas se optarem por um regime onde a partir dos 40 anos de serviço os professores podem, se assim entenderem, deixar de dar aulas e destinarem algumas (poucas) horas a tarefas mais organizativas/supervisão, fará todo o sentido.

Costa quer evitar penalização de reformas após 40 anos de contribuições

(Notícias ao Minuto)

O primeiro-ministro prometeu hoje para breve medidas alternativas para evitar a penalização das pessoas que se queiram reformar e tenham carreiras contributivas de, pelo menos, 40 anos, mas não tenham atingido a idade para o fazer sem sanção.

 “O ministro do Trabalho [Solidariedade e Segurança Social, Vieira da Silva] está a concluir esse trabalho e irá apresentar uma proposta. Há essa necessidade de justiça que é muito reclamada por uma geração que começou a trabalhar muito mais cedo do que hoje se começa a trabalhar”, afirmou António Costa, desafiado pelo líder comunista, Jerónimo de Sousa, no debate quinzenal no parlamento.

O chefe do Governo garantiu ao secretário-geral do PCP que o executivo vai “avançar” nesta matéria porque se trata de um universo de pessoas com “carreiras contributivas mais longas do que qualquer cidadão irá ter”.

5 COMMENTS

  1. Ainda mais importante que as reformas é o descongelamento da carreira (que carreira?)!
    O que fazem os sindicatos?
    Quantos professores ficaram no 5º escalão e estão com 30 anos de serviço (tendo perdido cerca de 200 € de vencimento)?

  2. Bom dia!

    Pois bem, eu já tenho pelas contas que fiz, 38 anos de descontos para a reforma, pois comecei a trabalhar aos doze anos de idade, por força das circunstâncias, transformei-me em empresária aos 14 anos de idade, trabalhei, estudei, e exerço a profissão que sempre desejei exercer e na área que eu mais adorava, Física e Química, embora, apesar de precoce, comecei a ler e a escrever e a efetuar operações de aritmética e a resolver problemas matemáticos quase sem se darem conta, fui sempre a mais novas das turmas, a mais franzina fisicamente, mas sempre a melhor aluna à disciplina de Matemática, embora vítima de bulliyng. Atualmente encontro-me num escalão bem abaixo do que devia, vítima de uma enormíssima carrada de processos disciplinares, com falsas e absurdas acusações, colocados por ex-presidentes do conselho executivo, e os dois diretores que, acrescente-se, são casados, pelos vistos os “lindos” processos disciplinares são supervisionados pela IGEC, em que têm sido quase na totalidade arquivados, e o pouco em que não foram que se traduziram em pequenas multas por falta de zelo, a condenação é baseada em matéria dúbia, processos ilegais, nulos. Para espanto meu, os diretores e expresidente do Conselho Executivo do meu agrupamento de escolas, escandalosamente nunca foram punidos por tais atos, considerando-me vítima de bullying no meu local de trabalho e acrescento, que sou de tal forma vítima, que no meu caso concreto houve tentativa de homicídio, assunto que se encontra a ser tratado na esfera da Polícia Judiciária, falta-me confirmar qual o mentor ou mentores de tais atentados à minha dignidade e integridade física, que julgo encontrarem-se para espanto meu nos próprios órgãos superiores. Parece loucura, mas não é: tenho uma queixa crime contra desconhecidos devido ao facto de ter entrado nas urgências do hospital de Braga entre a vida e a morte, tendo que ficar internada devido ao perigo de vida que corria, e por ter ingerido substâncias químicas, isto foi dito pelos médicos que me assistiram sem conhecimento, nem consentimento meu, que me provocou um total esgotamento do cérebro. Claro que não contentes com o facto de eu ter sobrevivido ao ato, já em casa em recuperação, recebo cartas insultuosas, caluniosas, difamatórias e ameaçadoras, com ameaças de morte, cartas essas anónimas. Claro está que se perguntam qual o motivo de tudo isto? O motivo penso ser o seguinte: Sou filha de ex-combatente, que no 25 de Abril de 1974 foi saneado politicamente. Embora reintegrado, a minha família foi sempre vítima, infelizmente, de discriminação, de perseguição, da malvadez deste mundo. Tive um professor catedrático que teve a ousadia de afirma que eu não devia ser professora da função pública. Acontece que o meu era, infelizmente já faleceu, Salazarista, e penso estar isto tudo na origem de todas as perseguições de que tenho vindo a ser vítima. Quanto à lista de suspeitos como potenciais causadores do meu estado de saúde, há aproximadamente dez anos atrás, terei que acrescentar não só os inimigos declarados, como os falsos amigos, que se vieram a manifestar inimigos, e ainda os elementos dos órgãos superiores da IGEC e do MEC que compactuaram e compactuam com tudo isto. É este o ensino público que temos, que devia zelar pela educação e boa formação dos futuros cidadãos deste país.

  3. Penso que o Senhor Primeiro Ministro António Costa, não nos faz favor nenhum descongelar a carreira docente, e reformar com 36 anos de serviço e aos 55 anos de idade. Até devia compensar os docentes de tudo o que têm sofrido desde as últimas governações, a partir das quais os alunos começaram a ter comportamentos inadmissíveis. E eu sou vista com uma docente com um excelente relacionamento com os alunos, o que é verdade, mas aconteceram-me ultimamente certas ocorrências que considero inadmissíveis. 40 anos de serviço, para quem começou a trabalhar aos 14 anos de idade, é muito. Devia ser 36 anos de serviço e aos 55 anos de idade. Não peço para mim, pois eu faço questão de contemplá-los com a minha presença física até aos 67 anos de idade. Aí terei por volta de 50 anos de serviço.

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