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Recordar para ter futuro

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baú das memóriasHoje a memória individual -o eu – tornou-se muito mais relevante e importante que a memória colectiva- o nós, para além de que deixámos de ter memoria “longa”, o máximo de longevidade que damos às memórias é uma a duas semanas, depois, tudo se apaga. Por certo que todos temos vivências individuais, familiares e profissionais, que temos, devemos e até gostamos de recordar”, não só para nunca esquecer, mas essencialmente por fazerem parte de nós, da nossa vida, de como chegamos “até aqui” e de como iremos/seremos, daqui, em diante. E vamos estruturando e construído um presente, ligado ao passado e com pontes para o futuro. Mas, até assim, hoje, por todos os meios fazemos e nos fazem tudo para que não pareça existir passado, ou não interesse lembrá-lo, e sendo mais que evidente que vivemos o presente, que é o hoje, tentando “programar” o futuro que é o amanhã, e, não podendo, e muito menos devendo, viver sempre a lembrar o passado – como se tudo tivesse sido maravilhoso “naquele tempo, “, o que não é verdade e esse já foi.

Mas não o podemos esconder e muito menos apagá-lo. E não menos importante deveria ter que ser a Memória Colectiva, que nos fez /faz como sociedade chegarmos ou que hoje somos. E as Memorias Colectivas bem como as individuais são a História, e esta sem dúvida que tem muito, mas muito mais de duas semanas, de um mês, tem décadas, séculos, milénios. E podendo haver memórias individuais, que por opção oportuna, não queremos recordar, é uma escolha, mas não podemos fazer futuro sem presente, e sem passado, mesmo que com partes individuais que por desagradáveis esquecemos, mas sem as apagar! Nunca! A Memória Colectiva magoada, como as Guerras , mormente as mais recentes ocorridas ainda neste último século XX, aqui na Europa não podem ser assumidas como se fosse um filme de televisão e de ficção, não, são as duras realidades que nós europeus,  há pouco temos por aqui fizemos, e que não podemos esquecer, dado estarmos hoje, a correr o risco imediato de as voltar a fazer! E é de lamentar, que o ser humano sendo o que de mas importante existe à face do Planeta Terra, tenha a estupidez de repetir sempre os mesmos erros e por autoflagelação matar-se, matar os seus iguais, e repetir tudo tão penosamente.

Assim, estamos com forte necessidade de não querer tão energicamente esquecer, tapar, esconder a História, dado que temos que relembrar com Memória e nunca com nostalgia, nem para viver no Passado, que já passou, o que de errado fizemos, e com esse errado emendado, nos fez “dar a volta” positivamente, e não o inverso como parece estarmos ansiosos que suceda, voltar a errar e da mesma forma, por não ter Memória nem História! Ou, é a condição Humana, assim se actuar!

Augusto Küttner de Magalhães

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