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A receita para reduzir significativamente o consumo de álcool e droga nos jovens

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Parece tão simples, e é tão simples, parece mentira, mas é a pura das verdades. Então por que é que o modelo Islandês não é copiado nos restantes países? Porque existe preconceito, existe ignorância, existe a desvalorização social da receita mais natural que pode haver.

A Islândia reduziu a percentagem de miúdos embriagados com 15 e 16 anos de 42 por cento em 1998 para 5 por cento em 2016. Os que já experimentaram cannabis passaram de 17 para 7 por cento. Os que fumam tabaco todos os dias passaram de 23 para apenas 3 por cento.

Caramba… Como é possível???

A solução há muito que é defendida em Portugal, mas é defendida principalmente pelos seus profissionais, a solução é nada mais nada menos que a atividade física.

Ah… é isso?? Pensei que fosse alguma coisa milagrosa… Alguns poderão pensar assim, mas o milagre está no jovem que encontra a adrenalina que tanto procura no desporto, na competição, na camaradagem, no sucesso. O milagre está ao alcance de cada um, mas por cá a atividade física é desprezada no 1º ciclo, as cargas letivas não facilitam a prática extracurricular, a escola está centralizada nas chamadas disciplinas nucleares, a Educação Física nem sequer conta para a média do Ensino Superior, é vista como algo menor pelos próprios professores e restante comunidade educativa.

Costumo dizer que uma sociedade evoluída é uma sociedade fisicamente ativa, que incentiva e dá condições aos seus jovens para a prática desportiva regular. Portugal ainda tem um longo caminho a percorrer…

Ficam excertos do artigo do site Observador

Se fosse adotado noutros países, defende Milkman, o modelo islandês poderia contribuir para o bem-estar físico e psicológico de milhões de adolescentes, reduzir as despesas com cuidados de saúde dos estados e beneficiar a sociedade como um todo. Mas é um grande “se”.

“Qualquer estudante universitário nos saberia dizer: porque é que começam? Bem, porque as drogas estão disponíveis, porque as pessoas gostam de correr riscos, porque querem alhear-se, se calhar porque estão um bocado deprimidas. Mas porque é que continuam?”

A ideia era que estas aulas diferentes podiam provocar alterações na química cerebral dos miúdos, e dar-lhes aquilo de que precisavam para estar melhor no mundo: alguns podiam estar à procura de maneiras de reduzir a ansiedade, outros de emoções fortes.

“Baseámo-nos no princípio básico de que a educação contra a droga não funciona porque ninguém lhe presta a mínima atenção. Aquilo de que os adolescentes precisam é de ferramentas para lidar com essa informação”, diz Milkman.

Alguns fatores mostraram ser determinantes na proteção dos adolescentes: participarem em atividades organizadas – sobretudo desporto – três ou quatro vezes por semana, passarem um número significativo de horas com os pais durante a semana, serem bem tratados na escola e não saírem de casa durante a noite.

Estes acordos educam os próprios pais, mas também ajudam a fortalecer a sua autoridade em casa, defende Hrefna Sigurjónsdóttir, diretora do Casa e Escola. “Assim torna-se difícil usar a desculpa mais velha do mundo: ‘Mas os outros pais deixam!'”

Em Bucareste, por exemplo, a taxa de suicídios entre os adolescentes tem estado a decair, em paralelo com o consumo de álcool e drogas. Em Kaunas, o número de crianças que cometeram crimes desceu um terço entre 2014 e 2015.

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