Home Escola Reação do Presidente da Confap ao Estudo do ComRegras

Reação do Presidente da Confap ao Estudo do ComRegras

82
2

Embora breve, não deixa de levantar questões pertinentes.

ConfapDe facto há que perceber causas, contextos, perfis, etc. Sendo um problema com uma certa dimensão importa também perceber que é relativamente ínfimo para o universo em causa, mas que não pode ser desvalorizado.
Além de todo o conjunto de varáveis que importa estudar como está explicito nas conclusões, há também outras questões a estudar como se constata dos comentários feitos no blog.
E ainda seria interessante perceber a correlação, se existir, do envolvimento parental na vida escolar e a indisciplina das crianças e dos jovens. Perceber o perfil do DT e, por outro lado que envolvimento têm estas escolas com as suas AP e que trabalho desenvolvem conjuntamente.
Mas temos que continuar e tentar evoluir o que com certeza se poderá também comprovar, será mais fácil, para não dizer só possível, com o envolvimento de todos os que influenciam o crescimento das crianças e dos jovens.
Uma última questão, talvez um pouco provocatória, a Escola que temos está preparada, responde/serve  para o que TODOS esperam dela? ou dito de outra forma, podemos mesmo ter uma Escola para TODOS? Teremos que repensar o modelo de Escola ou as políticas educativas? ou ambas?
E a questão sócio-educativa: Se acreditamos numa Escola para TODOS, como trabalhar o sistema escolar e o sistema familiar para que se complementem e se compreendam numa perspetiva da educação das suas crianças e dos seus jovens?
Acredito que é possível, mas já percebi que não é fácil.
Comentário:
A correlação do interesse parental com a indisciplina escolar existe, a falta do farol parental leva os alunos a perderem-se num mar de tentações tão fácil de entrar e tão difícil de sair. O meu dia-a-dia não me permite afirmar que se trata de uma simples tendência, se tivesse de colocar um número diria que 80% dos alunos problemáticos têm problemas familiares.
Sobre o perfil do DT, este é uma peça chave para levar uma turma a bom porto. Em linguagem futebolística,  o DT seria claramente um número 10, um organização por excelência com capacidade de antecipar problemas e optar pela melhor solução.
Quando ao modelo de Escola e políticas educativas, para mim é mais que evidente que a escola tradicional tem os dias contados, a questão é saber quanto tempo vamos demorar a mudar mentalidades e ter uma escola mais comunicativa e moderna.
E sim a escola tem de ser para todos e tendencialmente gratuita, é um pilar democrático que os nossos impostos têm que suportar.

2 COMMENTS

  1. Temos de repensar o modelo de Escola e as políticas educativas mas tem de passar pela mudança da mentalidade da sociedade portuguesa no geral. Se não se mudar a estrutura da mentalidade do modelo de Escola/sociedade e das políticas educativas, a Escola pública está condenada. Sim, a Escola tem de ser para todos, mas sabemos de antemão que nem todos podem sair Doutores e Engenheiros. Que ofertas tem o modelo Escola/sociedade e as políticas educativas para que a Escola seja para todos? Boa reflexão.

    • A vertente profissional apesar de estar a milhas do que se pretendia, não deixa de ser um modelo interessante. Um ensino mais prático que permita uma entrada no mercado de trabalho mais célere é útil e necessária. O problema é a falta de capacidade das empresas para absorver esta mão de obra em quantidade e qualidade, o aproveitamento abusivo com contratos precários de “mastigar e deitar fora” numa constante substituição de funcionários a fim de impedir vínculos de médio/longo prazo.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here