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Quero uma defesa digna! Quero uma Ordem de professores! Quem está comigo?

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Estou farto de ver ataques aos professores e não ver nenhuma associação defendê-los condignamente e a tempo e horas. Os sindicatos passam a vida preocupados com o concurso de professores. Mas o concurso de professores, apesar de ser importante não é o centro do universo, aliás, muitos professores já nem sequer concorrem, mas também são professores. Compreendo o papel negocial dos sindicatos, é para isso que estes existem, e não seria a Ordem a castrar a sua principal função. Precisamos de uma Ordem de professores, precisamos de uma alternativa centralizada e não partidarizada, precisamos de uma entidade que aumente o prestígio social do professor, que o defenda quando este é atacado como foi na questão dos manuais escolares. Precisamos de algo com peso político, algo que seja visto pela sociedade como uma mais valia e que esteja acima dos sindicatos, que não tenha os anticorpos dos sindicatos. Precisamos de uma entidade moral que filtre professores que não são dignos desse nome. Precisamos de um farol e não de quezílias constantes, precisamos de Ordem!!!

E agora pergunto, que raio anda a fazer a pró-ordem? Para que serve a pró-ordem? O que é a pró-ordem?

Tenho esperança de um dia pertencer a uma ordem, não que esta vá resolver todos os problemas, mas esta é precisa, é necessária e mais estranho ainda, muitos professores anseiam por ela. Porém, continuam anestesiados, lamentando-se na sala dos professores e descarregando lamurias e frustrações nas redes sociais…

Então por que não se faz? Por que não avançamos? Somos tantos mas afinal somos tão poucos? Não haverá quem queira pegar nisto pelos “cornos”, desculpem-me a expressão, e fazer o que ainda não foi feito (já dizia o outro). Estou disponível e o ComRegras entrará nessa luta, se for essa a vontade dos professores. Mas não é dizer “sim, senhor… estou contigo”, mas depois ficar com o “rabinho” no sofá a ver a bola ou a novela. Preciso de ajuda pois estou bem ciente das minhas limitações, preciso de um coletivo que se queira mexer, preciso acima de tudo de gente com vontade em fazer algo por todos nós…

Esta questão da ordem dos professores é uma pedra que sinto no sapato há demasiado tempo, está na altura de fazer alguma coisa… Estou farto que me digam, “não vás por aí”, “não adianta”, “olha que vais chatear os sindicatos…” Querem saber??? é para o lado que durmo melhor… Chega de avisos e façam alguma coisa caramba!!!

E agora pergunto-vos… Quem está comigo? ([email protected])

11 COMMENTS

  1. Ao ler isto — “Tenho esperança de um dia pertencer a uma ordem, não que esta vá resolver todos os problemas, mas esta é precisa, é necessária e mais estranho ainda, muitos professores anseiam por ela.”. — gostaria de dizer-lhe que há uma Associação nacional de Professores que pugna, desde o seu nascimento (1985) pela criação de uma Ordem. E não passa nem passará nunca de uma miragem enquanto a profissão for essencialmente pública. Não é o caso nem dos advogados, nem dos enfermeiros, nem dos médicos, nem dos engenheiros que não têm acima das suas cabeças um chefe eleito ou nomeado por um partido a cada 2, 3 ou 4 anos (conforme a duração dos executivos) nenhum ministro aceitará perder o poder de dominar os professores, de os subjugar… e nenhum partido está interessado nisso Muito menos a maioria dos sindicatos… Todos querem continuar a garantir o seu protagonismos!! por isso, criar uma ORDEM de PROFESSORES é uma ilusão… uma miragem! Ou melhor… Talvez seja uma realidade quando a realidade for toda virtual e os professores deicarem de existir…! Mas issos erá lá para o século XXX.

  2. Ó Alexandre, do que te foste lembrar! Com a mesma frontalidade com que alinhei no desenvolvimento de outras ideias, desta vez digo: estou fora.

    Podia apresentar muitas razões, e eventualmente desenvolverei as minhas ideias na Escola Portuguesa, se o tema voltar à ordem do dia, mas para já resumirei no seguinte: não gosto que me ponham na ordem. Ao contrário de um sindicato, onde só se filia quem quer e a qualquer momento rasga o cartão e deixa de pagar as quotas, numa ordem, a partir do momento em que é criada todos são obrigados a inscrever-se e a pagar as quotas, mesmo que não concordem com o que se lá anda a fazer.

    Ah, e a Pró-Ordem!… Boas perguntas que fazes. Saber uma parte das respostas é outra boa razão para não querer nada com o pessoal das ordens…

    • Talvez por vir de fora e estar de fora, acredito em algo que julgo ser benéfico. O que imagino não se aplica a por na ordem ninguém, implica naturalmente estatutos e um código deontológico criado de forma democrática e aberta. O que me parece é que existem muitos fantasmas e já não se acredita na veracidade das pessoas. Provavelmente é este o motivo pelo qual existem tantos sindicatos…

      • Alexandre,

        Defendo toda a força aos sindicatos
        Defendo toda a pressão sobre os sindicatos
        Defendo toda a motivação/informação por parte dos professores, naquilo que nos possa unir a todos, a começar por limpar toda a entropia da carreira docente- concursos, aposentações, o que é letivo e o que não é, descongelamentos e melhores condições de trabalho.

        Não vejo numa Ordem a capacidade para se ultrapassar os problemas acima descritos.Vejo-a mais como um upgrade fictício que me obrigaria a estar inscrita para poder leccionar.

        No entanto, não critico quem a defenda. Desde que se possa ter a liberdade de escolha de me inscrever ou não.

        • Existem matérias que não são da competência dos sindicatos, existem matérias que continuariam a ser da competência exclusiva dos sindicatos. Sobre o estar inscrito para poder lecionar é um argumento ao qual sou sensível. Obrigado pela opinião Ana.

  3. Apoiarei, claramente, a iniciativa, se ela se mostrar capaz de contrariar o “roubo” do artigo 79º, pugnar pela reforma “atempada” dos docentes e rejuvenescimento da classe e souber mobilizar a letargia coletiva face ao estado da Educação e do Ensino.

  4. Completamente in. Compreendo a necessidade do poder negocial dos sindicatos, mas não o aproveitamento destes. Quero uma classe unida, e não segmentada. Só assim conseguiremos ser respeitado!

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