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Querem colocar metade dos alunos do secundário no ensino profissional.

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Depois de anos onde o Ensino Profissional fez uma travessia no deserto, querem agora colocar metade dos alunos no ensino profissional. Não consigo entender o porquê de estabelecer um valor como objetivo. O Estado deve disponibilizar as ofertas, mas não tem de “obrigar” os alunos a frequentá-las. Todos sabemos que estes cursos profissionais são financiados pelas “Europas” e lutar por um objetivo tão alto não será inocente… Além disso, muitas escolas do interior não têm as condições necessárias para a vertente prática, ficando estas restritas a um ou dois tipos de cursos. Os alunos que estudam no interior, ficam assim reféns das poucas escolhas que as escolas apresentam, tornando-se aquilo que os outros querem e não aquilo que gostariam de ser…

Nada tenho contra o Ensino Profissional, é muito útil e precisa de ser desmitificada a ideia que a via profissional é uma 2ª divisão da escola. Mas a verdade é que o preconceito existe, nos alunos, nos pais e nos professores. De nada adiantará ter 50% dos alunos em vias profissionais se o seu destino for o centro de emprego. É preciso diversificar, dotar as escolas e apostar nas carências do país.

No final do dia, o que interessa mesmo é ter um ensino com qualidade, seja pela via regular, seja pela via profissional.

P.S- e se querem um ensino mais eficaz, retirem as toneladas de burocracia que estes cursos têm, mas se o fizerem, lá se vão os dinheiros das “Europas”… É que isto está em formato copy paste.

Alexandre Henriques

A intenção, confirmada ao DN pela Agência Nacional para a Qualificação e o Ensino Profissional (ANQEP), é começar já no próximo ano letivo a tentar concretizar o objetivo de ter metade de todos os alunos dos 10.º, 11.º e 12.º anos nestas vias, que oferecem uma dupla certificação, escolar e profissional.

 

Nos últimos anos, garante, a perceção em relação à validade destas vias já tem vindo a mudar radicalmente. Se, no início, o candidato típico ao profissional “era um aluno que tinha pelo menos uma reprovação” no seu currículo escolar, atualmente as médias de idades dos que entram nos cursos “já estão nos 16 anos”, o que significa que “cada vez mais alunos” com percursos escolares bem sucedidos estão “a optar por este caminho como primeira opção”.

Objetivo: metade dos alunos do secundário no ensino profissional

(DN – Pedro Sousa Tavares)

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