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Quem vai tomar a vacina primeiro? Tudo o que precisa de saber sobre o plano de vacinação da Covid-19

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O plano de vacinação de Portugal contra a Covid-19, desenhado pelo Governo e autoridades de saúde, arranca em janeiro de 2021 com os grupos prioritários.

O plano foi esta quinta-feira apresentado pelo Governo.

A ministra da saúde, Marta Temido, começou por anunciar que Portugal irá receber cerca de 22 milhões de doses da vacina contra a Covid-19, um investimento de 200 milhões de euros.”É mais um passo de um trabalho que começou há muitos meses atrás”, afirmou a ministra da saúde no início da apresentação.

Plano de vacinação: Conheça os principais pontos apresentados
As vacinas contra o novo coronavírus serão gratuitas, facultativas e distribuídas em vários pontos do SNS. Marta Temido frisou que a disponibilização das vacinas vai continuar a ser acompanhada “durante largos meses”.

Objetivos da vacinação
– Reduzir mortalidade e o número de internamentos;
– Controlar os surtos e o impacto da pressão no Serviço Nacional de Saúde;

Primeira fase da vacinação: grupos prioritários (cerca de 950 mil pessoas)
– Pessoas com 50 ou mais anos com uma destas patologias associadas: insuficiência cardíaca, doença coronária,insuficiência renal, doença pulmonar obstrutiva crónica sob suporte ventilatório e/ou oxigenoterapia de longa duração;
– Pessoas residentes e lares e internadas em unidades de cuidados continuados e respetivos profissionais: nestes casos a vacinação será no próprio lar;
– Profissionais de saúde, envolvidos no tratamento de doentes;
– Forças Armadas e de Segurança.

Quem tomar a primeira dose da vacina ficará com a segunda dose marcada e programada. Vai ser implementado um sistema para identificar os grupos de risco. Neste ponto, caberá aos serviços de saúde identificarem estes mesmos grupos.

Segunda fase da vacinação: Pessoas com mais de 65 anos
Numa segunda fase serão vacinadas cerca de 1,8 milhões de pessoas com mais de 65 anos, mesmo que não apresentem nenhuma patologia associada. Nesta fase será necessária a expansão dos pontos de vacinação “em conformidade com as necessidades”, avançou Fernando Ramos, que garantiu ainda que “em janeiro estaremos em condições de iniciar processo de vacinação”.

Terceira fase para o resto da população
Haverá ainda uma terceira fase para “o resto da população”.

Foram criadas linhas telefónicas e um site para apoio e esclarecimento da população sobre a vacinação.

“O túnel é muito comprido e bastante penoso”
O primeiro-ministro, António Costa, garantiu que, apesar da vacinação, “o túnel é muito comprido e bastante penoso”. O chefe de Estado marcou presença esta quinta-feira na apresentação do plano de vacinação. Costa relembrou que “os 22 milhões de doses não vão chegar todos de uma vez, vão chegar ao longo do próximo ano”.

Costa destacou a importância da vacina ser universal, facultativa, gratuita, e distribuída a toda a população de acordo com critérios de prioridade “técnica e cientificamente definidos”.

Apesar de otimista, o primeiro-ministro sublinhou que há fatores que não dependem de Portugal e pode haver atrasos na vacinação. “É bom saber que temos uma luz, mas há um longuíssimo túnel a percorrer”, admitiu.

Processo de produção da vacina
Portugal esteve desde junho a acompanhar o processo da produção da vacina, juntamente com a União Europeia. A Agência Europeia de Medicamentos vai publicar o seu parecer sobre a vacina da Pfizer no próximo dia 29 de dezembro e da farmacêutica Moderna no dia 12 de janeiro.

O presidente do Infarmed, Rui Santos Ivo, afirmou que foram desenvolvidos vários acordos de aquisição da vacina, de forma a criar condições para que o processo se desenrolasse de forma equitativa em todos os países.

Doses de vacinas para Portugal
Há seis acordos para vacinas na União Europeia que chegarão também a Portugal, nomeadamente: farmacêutica AstraZeneca (6,9 milhões de doses para Portugal), GSK, Johnson and Johnson (4 milhões de doses), farmacêutica Pfizer (4 milhões), CoronaVac (4/5 milhões) e a farmacêutica Moderna (1,8 milhões).

Rui Santos Ivo relembrou a importância da intervenção das autoridades durante a fase da produção das vacinas, uma forma de garantir as boas práticas de fabrico. “Vamos ter que criar condições para criar uma monitorização contínua da utilização das vacinas”, reforçou. O presidente do Infarmed alertou, no entanto, para a autorização recente do Reino Unido para a utilização da vacina da Pfizer e relembrou que não se aplicam os mesmos “requisitos de utilização” para Portugal.

Fonte: CM

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