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“Quem Quer Ficar Com As Horas De Educação Sexual?”

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Ou… “Faltam 4 horas de Educação Sexual… Quem fica com elas?”

Ambas as afirmações já ouvi e de forma recorrente nos conselhos de turma, não posso por isso afirmar que a Educação Sexual é uma prioridade para os professores ou que é muito valorizada.

A prioridade dos professores é essencialmente o currículo. Se somarmos a quantidade de matéria, as visitas de estudo e atividades de todo o género, o tempo que sobra para lecionar o programa é efetivamente curto. Compreendo por isso que os professores prefiram “abdicar” da Educação Sexual, até porque nem todos têm o perfil necessário para uma abordagem mais “interessante” para os alunos.

Sou da opinião que a Educação Sexual deve estar integrada nas escolas, mas não concordo com a obrigatoriedade de “x” horas por ano, todos os anos. Cada turma é uma turma e cada aluno é um aluno. Já que existe a disciplina da Cidadania, parece-me de todo pertinente que a abordagem seja feita por aí, ou por entidades especializadas.

A questão da homossexualidade, sinceramente não lhe dou muita importância, ela está presente e cada vez mais é assumida pelos alunos com a respetiva orientação sexual. Julgo que o foco deve ser a Educação Sexual no seu todo e não aproveitar este debate para radicalismos ideológicos.

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5 COMENTÁRIOS

  1. Já agora a lei Prevê as horas e as disciplinas. Basta ler a lei 60. Já agora deixo uma dica. ACNL quer dizer Atividades da Componente Não Letiva, ou seja Estudo acompanhado, Área de Projeto e Formação Cívica.

    • E o António Campos já leu a Lei? É que nas que eu li não consta aquilo que afirma. Área de Projeto?! Formação Cívica?! A sua lei já não está em vigor.

  2. EU NÃO QUERO!!!
    Da mesma forma que não quero as cidadanias, as interculturalidades, as prevenções rodoviárias, dos comportamentos de risco, da violência doméstica, dos projectos, das …
    Não gosto de conversas de café, de conversas estéreis, de pontos de vista baseados nos comportamentos dos vizinhos do 6º andar ou de recortes de jornal, não gosto de tretas de conversas/projectos/trabalhos colaborativos que mais não passam de artigos retirados daqui, de acolá ou de outros sítio qualquer numa apresentação fantástica sem conteúdo e sem fundamentação científica, não gosto de trocas de opiniões e do “acho que”/ “penso que”/ “acredito que”/”ouvi ou vi que”… detesto perda de tempo que não permite chegar a lugar além do senso comum…
    Triste da escola que deixa de ENSINAR SABER E CONHECIMENTO para passar a ser o prolongamento da sociedade…mas convém-lhes…e, de que maneira…

    Há muita gente que gosta especialmente destas coisas, na maioria dos casos que conheço são os que não gostam muito das aulas em que ensinariam as suas disciplinas,… – deem-lhas!!!
    Que sejam as pessoas adequadas???- às vezes serão, em muitos casos como se ensina o que não se pratica?
    Como se ensina cidadania, sem se conhecer a constituição? como se ensina cidadania sem se conhecer os mínimos dos direitos laborais? Como se ensina cidadania quando se é incapaz de formular um documento, fundamentá-lo e preferir ficar a dizer mal nas costas e sentado no sofá?
    Como se ensina Cidadania quando se é incapaz de se preocupar e fundamentar a desigualdade e a exclusão social? Como se ensina cidadania quando se utiliza a porta dos fundos para trepar mais depressa? Como se ensina cidadania quando se interessam mais pelo umbiguinho, pelo fato do ginásio, pelo cabeleireiro e unhas de gel ou pelas novas receitas para cozinhar e nada pelos acontecimentos diários, no país e no mundo?

    Como os políticos: a cidadania é, tão só, uma coisa de muitas palavra,…
    … a sua prática pelos cidadãos é perigosa!

    Eu quero ensinar aquilo em que me licenciei e que considerando, o ministério à época, que para o ensino (ao contrário do exercício de outras profissões) tal não chegaria (veja-se lá ao que chegamos, quando hoje só se quer entreter os jovens) ainda tive que fazer mais 2 anos de pedagógicas para dar aulas e ambicionar integrar os quadros e que durante 30 anos, pratiquei, corrigi, aperfeiçoei… É isto que eu tenho para dar aos meus alunos e é isto que eles valorizam: a solidez do que dizemos e do que ensinamos, a convicção com que o fazemos, o respeito que sentem ao percepcionar que queremos o melhor para eles e o cumprimento escrupuloso das regras num tratamento justo, mais igual e expectável por qualquer um dentro da sala de aula.
    Ao fim de 30 anos uns imberbes (muitos nunca deram aulas) querem convencer-me que o que fiz, fiz mal??? – vão arregimentar e evangelizar quem quiserem mas não a mim, que sempre fui profissional e sempre fiz com convicção!

    O que estão a fazer à escola pública, aos alunos e aos seus professores é de uma calhandrice, sacanice e desprestígio sem limite! (Infelizmente e como em todas as profissões há quem o mereça mas não, e nunca, a sua maioria)

  3. “Como se ensina cidadania, sem se conhecer a constituição? como se ensina cidadania sem se conhecer os mínimos dos direitos laborais? Como se ensina cidadania quando se é incapaz de formular um documento, fundamentá-lo e preferir ficar a dizer mal nas costas e sentado no sofá?
    Como se ensina Cidadania quando se é incapaz de se preocupar e fundamentar a desigualdade e a exclusão social? Como se ensina cidadania quando se utiliza a porta dos fundos para trepar mais depressa? Como se ensina cidadania quando se interessam mais pelo umbiguinho, pelo fato do ginásio, pelo cabeleireiro e unhas de gel ou pelas novas receitas para cozinhar e nada pelos acontecimentos diários, no país e no mundo?”

    Subscrevo.

    Acrescentaria, assim de repente, os inenarráveis programas de futebol, antes, depois e durante os jogos.

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