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Que fique claro, os alunos entram em “férias” amanhã!

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Não são férias, mas é como se fossem. Amanhã as escolas não migram para o ensino à distância, encerram TODAS as atividades letivas, presenciais e não presenciais. O calendário escolar vai ser alterado e estes 15 dias serão devidamente compensados em data a definir pelo Ministério da Educação.

Sobre os professores e as reuniões de avaliação que costumam ser realizadas nas interrupções letivas, terão de existir ajustamentos.

Julgo que é uma medida positiva, pois evita a implementação do ensino à distância que não é tão eficaz como o ensino presencial.

Se efetivamente estes 15 dias não forem suficientes, acredito que tenhamos de voltar ao ensino à distância, pois não estou a ver o Governo optar por férias escolares tão prolongadas, tendo em conta que obrigará a um prolongamento da atividade letiva no verão, o que para o nosso país será particularmente penoso tendo em conta as condições atmosféricas.


Costa confirma encerramento das escolas durante 15 dias. Lojas do cidadão também vão fechar

O Governo esteve reunido em Conselho de Ministros, esta quinta-feira de manhã, numa reunião de emergência. O primeiro-ministro, António Costa, falou ao país depois do encontro, e confirmou o encerramento de todos os estabelecimentos de ensino nos próximos 15 dias, a partir de amanhã.

O primeiro-ministro começou por destacar que o Instituto Ricardo Jorge forneceu ontem novos dados sobre a variante britânica do novo coronavírus, verificando-se que há um crescimento muito acentuado da mesma. “Na semana passada tínhamos uma prevalência de 8%, esta semana temos 20% e os estudos indicam que possa atingir os 60%”, disse.

Assim, é imperativo fazer três alterações às medidas já decretadas: Encerramento das lojas do cidadão, mantendo-se apenas o atendimento por marcação noutros serviços públicos; Suspensos os prazos de todos os processos não urgentes nos tribunais; interrupção de todas as atividades letivas durante os próximos 15 dias.

Sobre as escolas, o chefe do executivo socialista indica que esta interrupção escolar será devidamente compensada no calendário. Ou seja, não haverá aulas à distância, compensado o tempo perdido mais à frente, eliminado, por exemplo, períodos de férias.

Já os pais terão as faltas justificadas ao trabalho e apoio idêntico ao que foi dado na primeira fase do confinamento – estes apoios correspondem a 66% do vencimento. Alguns estabelecimentos de ensino irão permanecer abertos para crianças com idade igual ou inferior a 12 anos, filhos dos trabalhadores essenciais.

Irá manter-se o apoio alimentar a todas as crianças que beneficiam de apoio social escolar, bem como todas as atividades relativas à intervenção precoce e necessidades educativas especiais. A CPCJ mantém-se em funcionamento.

“Está convocado um Conselho extraordinário da UE para reforçar coordenação da vacinação e gestão de fronteiras”, anunciou ainda o primeiro-ministro.

“Nós adotamos as medidas em função dos dados que existem. Não dos dados que existiram nem dos dados que imagino que venham a existir. Há uma semana, os dados que existiam é que esta estirpe tinha uma prevalência reduzida. Esta semana, teve um crescimento muito significativo. Tivemos de adotar as medidas que se impõem para evitar um crescimento desta dinâmica”, justificou. “A interrupção de atividades letivas é profundamenta danosa para o processo de aprendizagem”, lamentou, referindo que foi por isso que evitou, até ao limite, o encerramento das escolas.

O primeiro-ministro esclareceu ainda que a medida representa todos os graus de ensino. No caso do ensino superior, Costa destaca que as universidades terão possivelmente de “reajustar” o calendário, tendo em conta que muitas universidades estavam em plena época de exames.

2 COMMENTS

  1. Desculpem, mas não resisto a desabafar a minha opinião a propósito do que li no texto sobre o prolongamento das aulas no verão, se necessário.
    Então, esta coisa de que temos um clima que não dá para isto, não dá para aquilo, já é demais … Portugal tem um clima com alguns dias, em 365 dias, com temperaturas bastante elevadas, mas, mesmo essas não se comparam às de muitos outros países, e não só africanos ou equatoriais, mas também europeus, nos quais, se for tempo de trabalhar, se trabalha. Temos também alguns dias, em 365 dias, com temperaturas baixas, mas, as quais correspondem as máximas de outros países, nos quais nos quais, se for tempo de trabalhar, se trabalha. A pandemia, que está a dar cabo das nossas vidas, veio por ainda mais a nu as nossas fragilidades enquanto país, e, a enorme pobreza económica (são duras as palavras, mas são a realidade) de Portugal, em geral, e de muitos portugueses, em particular. Sei que aprofundar, um pouquinho que fosse, este tema, “dava pano para mangas”, não é esse, de todo, o meu objetivo.
    Apenas considero que se for preciso prolongar as aulas no Verão, prolonguem-se, a bem do futuro dos nossos jovens, dos nossos alunos! Querer o melhor para todos nós, e para o nosso País, também passa por uma mudança de atitude da população, que somos todos nós. As famílias têm ainda muito tempo para planearem as suas férias …

  2. 1º acho mal vao arrasar o descanso essencial de alunos e profs no carnaval, pascoa e verao
    2º deveriam ser aulas online
    3º espero que nao inventem e as escolas nao comecem a chamar profs e a existir de novo interacoes humanas entre eles na escola
    4º vao-se catar

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