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Quase 15 mil pessoas assinaram petição para manter abertas as salas de estudo durante o confinamento

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Quase 15 mil pessoas assinaram uma petição pública, criada na manhã desta sexta-feira, para que as salas de estudo se mantenham em funcionamento durante o novo confinamento geral. Até às 12h deste sábado, a petição contava com 14.878 assinaturas.

“O Governo resolveu, após várias reuniões com especialistas da área, manter todas as escolas abertas, sem qualquer excepção. No entanto, resolveu emitir o encerramento das salas de estudo que prestam apoio educativo aos alunos, ajudando a promover o sucesso escolar que tanto nos preocupa desde o primeiro confinamento”, refere a nota que acompanha a petição.

“Para além deste importante pilar para crianças e jovens, importa destacar e compreender que as salas de estudo são um apoio fundamental aos encarregados de educação que não têm retaguarda familiar, ficando agora sem saber a quem confiarão o acompanhamento dos filhos durante o período em que estes não estão na escola (que funciona por blocos horários)”, acrescenta.

Os criadores da petição questionam ao executivo “por que razão poderão as escolas, onde convivem centenas de alunos, estar abertas e as salas de estudo frequentadas por poucas dezenas de alunos terão de encerrar” e se “os pais cujos filhos só frequentam as aulas durante a manhã ou somente durante a tarde” terão de colocar baixa para “poderem acompanhar os filhos porque não têm onde e com quem ficar”. “Quem irá ajudar os alunos no esclarecimento de dúvidas que não conseguem ser esclarecidas individualmente em turmas compostas por 30 alunos”, perguntam ainda.

Os signatários defendem que “as crianças e os jovens não frequentam as salas de estudo para conviverem socialmente”, mas sim “porque necessitam de um apoio extra, de ferramentas que os ajudem a superar as dificuldades, de profissionais que os motivem e orientem”, destacando que “retirar aos alunos a possibilidade do acompanhamento individualizado, praticado nas salas de estudo, é retirar-lhes o tapete debaixo dos pés”.

Os centros de estudos e de explicações são uma das áreas de actividade que foram obrigadas a encerrar a partir desta sexta-feira durante o mês de confinamento decretado pelo Governo. Conforme noticiou o PÚBLICO, a decisão apanhou “de surpresa” os responsáveis do sector, que esperavam poder continuar a funcionar presencialmente, à semelhança do que acontece com as escolas, e vem “agudizar as dificuldades” de quem já teve que estar de portas trancadas durante quatro meses no ano passado. Ao contrário do anunciado, os ATL também fecham.

Fonte: Público

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