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Quando Os Diretores Não Cumprem A Lei!

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Aqui fica mais um caso, que nos chegou ao blogue, de algo inconcebível mas que acontece demasiadas vezes! Quando são os próprios diretores a desrespeitar a lei e a colocarem-se do lado do “inimigo” em detrimento dos docentes!

Uma vergonha! Colegas que por hoje estarem no pedestal se acham acima da lei!

Fica o testemunho de um colega…


 

Após verificar que o Agrupamento onde estou colocado procedeu ao desconto no meu vencimento por ter faltado às reuniões agendadas para as 18h30 (ocorrendo estas fora do meu horário de trabalho, conforme anexo), enviei um requerimento ao Diretor do Agrupamento, tendo como base a greve às reuniões supracitadas, uma vez que, não estando registadas no meu horário semanal, se configuram como serviço docente extraordinário, conforme estipula o ponto 1 do Art.º 83º do Estatuto da Carreira Docente, que cito “Considera-se serviço docente extraordinário aquele que, por determinação do órgão de administração e gestão do estabelecimento de educação ou de ensino, for prestado além do número de horas das componentes letiva e não letiva registadas no horário semanal de trabalho do docente”.

Considero que a ausência a essas reuniões não deve ser objeto de quaisquer descontos no meu vencimento, por excederem o serviço letivo e não letivo registado no meu horário semanal. Apesar dos fundamentos que apresentei, o Diretor indeferiu o meu Requerimento (em anexo), alegando outro entendimento sobre a questão.

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3 COMENTÁRIOS

  1. Concordo em absoluto com o colega. Em todas as reuniões fora do meu horário estipulado, eu não compareci. Estou par ver se me descontam no ordenado.
    Aguardemos e…depois agiremos.~

  2. Mais um exemplo de um diretor que dirige a escola de robe e de chinelos. Ou a greve é legal ou não é, a lei não pode ser objeto de exegese bíblica. Portanto o que este diretor pretende, aparelhado pelos advogados do ME, pagos por todos nós, é causar transtorno ao professor, obrigá-lo a perder tempo, gastar energias e emoções, de que precisa para trabalhar, usadas em vez disso, para ultrapassar o seu problema. Com esta prática de assédio moral, consentida e suportada pelo ME (de outro modo, o diretor seria alvo de uma reprimenda por abuso de poder- se o diretor soubesse que isso lhe poderia acontecer, nunca se atreveria. Portanto, à partida, sabe a margem de manobra que tem e a proteção da tutela, pode, por isso, pôr os pés encima do tamborete ) revela má gestão de recursos humanos pois está a desviar os esforços do professor, que deviam ser investidos nos alunos, para se defender dos abusos da tutela. Causando malefícios ao professor desincentiva não só este professor a fazer greve como faz dele um exemplo a não seguir. Quem quer democracia, tem de lutar por ela, os outros ficam a ver.

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