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Quando Acabará A Vergonha Das Notas Inflacionadas? – Manuel Carvalho

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Lê-se e não se acredita: a direcção do Externato Ribadouro, no Porto, é alvo de um processo aberto pelo Ministério da Educação por suspeita de prática reiterada de inflação de notas nos anos cruciais que antecedem o acesso ao ensino superior. Se a inspecção em curso der como provado que o externato favoreceu os seus alunos, a directora do Ribadouro, diz-nos o Expresso deste fim-de-semana, pode ser penalizada com uma advertência ou, no máximo, com a “proibição definitiva do exercício de funções de direcção”. Num caso em que centenas de jovens podem ter sido gravemente prejudicados no seu esforço e na sua ambição, o eventual favorecimento intencional e deliberado do Ribadouro aos seus alunos é isto, apenas isto, que vale.

Um externato no qual a diferença entre as notas internas e os exames nacionais ultrapassa os 3,5 pontos (aconteceu em 2016) não entra nos eixos com multas ou suspensões: ou acaba com essa injustiça, ou deve perder o alvará que lhe deixa as portas abertas.

Fonte: Publico

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3 COMENTÁRIOS

  1. Nem Mais!!!
    Mas…este país vem sendo construído para os corruptos, corruptores, saqueadores, ladrões, mentirosos e desonestos, oportunistas e gentes de mau carácter e má fé!!!

  2. O que está plasmado no comentário de Alberto Veronesi, é correctíssimo. No entanto para que pelo menos os exames nacionais tenha a credibilidade que se exige, devem ser todos realizados em estabelecimentos públicos. Aliás como já foram em tempos idos. Desta forma será muito mais fácil aferir das competências adquiridas pelos alunos nos estabelecimentos privados. É que se ouve por aí, que os exames nacionais nestes estabelecimentos, são feitos em conjunto, e soprados ao ouvido.
    É que à mulher de César não basta parecer séria. tem que o ser efectivamente.

    Mário Monteiro

  3. Não vale a pena esbracejar como se tivéssemos nascido ontem. O problema é global, alastra a todo o ensino, inclusive ao ensino superior. Está indexado à perda de autonomia do professor individual, à perda de estatuto social, económico, cultural e intelectual do professor individual. Nós estragamos a receita e agora queixamo-nos de que a sopa sabe mal. Vimos o monstro a crescer sob os nossos olhos, não conseguimos prever as consequências e ainda a procissão vai no adro, ainda não conseguimos descortinar todas as consequências do saque ao estatuto do professor individual. Por isso vamos continuar a pôr os professores a tirar cafés nas escolas, parece que não tem nada a ver.

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