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Qual o peso do professor no sucesso do aluno?

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balançaO projeto aQeduto apresentou hoje mais um estudo baseado nos resultados dos testes PISA de 2012. E aqui um primeiro comentário lamentando que os dados já datam 4 anos o que ainda é relevante.

No respetivo estudo é colocada a questão “E os alunos, que responsabilidade”? Todos os meios de comunicação social que citam a agência LUSA, falam nos trabalhos de casa que não significam maior sucesso. Arrumemos já a questão. Os trabalhos de casa devem ser q.b, ou até abolidos – o que não me chocava nada-, e um meio para o aluno exercitar e averiguar o seu conhecimento de forma autónoma. Apesar de nesta questão da autonomia estarmos longe do pretendido, tendo em conta que mais de 90% dos pais indicaram que participam nas tarefas escolares, conforme se pode constatar no último estudo ComRegras.

O jornal Público pegou no contributo do professor no sucesso do aluno. Segundo este, apenas os alunos referem que 10% do seu sucesso depende principalmente do professor. 10%… Pois…

Em todos os países analisados são mais os alunos que consideram que o esforço feito pelos próprios é muito mais importante para o sucesso do que os professores. “Na maioria, apenas cerca de 10% dos alunos consideram que ser bem-sucedido depende do professor”, destacam os autores do estudo.

Em Portugal, quando questionados se o sucesso depende do professor, apenas 9,1% dos alunos carenciados com bons resultados concordam com a afirmação. Uma percentagem curiosamente inferior à registada entre os alunos de meios favorecidos que têm também bons resultados (13,6%).

Esta coisa do peso dos envolvidos tem muito que se lhe diga e apesar de respeitar a opinião dos alunos, não posso concordar com ela.

Existe um triângulo para o sucesso – Família, Escola, Aluno. Num mundo perfeito diria que cada um destes tem um peso de 33,3333333 %. No primeiro vértice temos a família, fundamental em incutir a importância da escola, dotando o aluno das ferramentas necessárias para um bom desempenho escolar, leia-se disciplina, resiliência, espírito de sacrifício, etc. No segundo vértice vejo a escola, e aqui incluo, infraestruturas, sistemas de apoio, professores, funcionários, etc, esta é a fonte da sabedoria onde o aluno irá buscar todo o seu conhecimento para utilizar na sua vida adulta. Por fim o vértice aluno, e por muito que a sua família e escola sejam TOP, se este não quiser aprender, o sucesso não passará de uma miragem.

Mas quem anda na escola sabe que as coisas não são bem assim… O peso deste triângulo pode ter proporções diferentes e o sucesso ser na mesma atingido. Podemos ter uma família a 10% o que precisará de um aluno a 50% e uma escola a 40%. Podemos ter um aluno em plena crise de adolescência e a família precisar de aumentar a sua cota de participação para uns, vá lá, 60%, ficando a escola com 30%… O importante é atingir os 100%!

O problema é que nenhum desses vértices, mesmo numa simbiose perfeita entre dois deles, consegue atingir os 100%. É necessário uma colaboração tripartida para atingir a meta pretendida.

Aquela microssociedade a que chamamos escola, está em permanente mutação e por muita informação/experiência adquirida, é fundamental ter o know how suficiente para perceber a quantidade e já agora qualidade, da intervenção necessária para atingir o que todos procuramos.

Para o sucesso, esforço dos alunos conta mais do que os professores

(Clara Viana)

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