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Publicar ou não publicar?

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ponto_interrogacaoRecentemente em Espanha, foi noticiado o seguinte: Aluno mata professor em escola de Barcelona. Infelizmente estas calamidades começam a surgir com alguma regularidade, principalmente lá para as terras do “Tio Sam”.

Lembrei-me de perguntar à Dra. Inês Marques, do sitio da Oficina da Psicologia, se publicar este tipo de notícias traz algum benefício. Será que estamos a assistir algum efeito por “imitação”?

Fica a resposta:

Mais do que o benefício da notícia, em si, eu diria que importa perceber que informação é relevante ser partilhada e a forma como é feita, porque qualquer pessoa, incluindo crianças, poderá ter acesso a ela. Por esse motivo, também quando os adultos falam da notícia com crianças é importante saber qual a informação que pode ser útil e qual poderá gerar confusão, medo, revolta, etc… Uma notícia deste género pode ser uma oportunidade para adultos e crianças, falarem de regras, falarem de emoções e de formas de expressar e gerir emoções. É importante também, perante crianças mais ansiosas, que o adulto estabilize a criança, assegurando que este é um episódio triste que é notícia por fugir àquilo que é socialmente esperado da relação de um jovem com a escola, com os colegas, com os professores. Assegurando que as escolas possuem mecanismos de segurança. E que há adultos que tentam sempre salvaguardar relações saudáveis no contexto escolar.

Não creio que poderá causar o efeito “imitação”. Acredito que poderá mais causar o efeito “receio”, daí o importante papel dos adultos na “contextualização” do sucedido. Felizmente, cada vez mais, pais, professores e educadores estão mais alerta para sinais de alarme para o possível sofrimento emocional ou alterações no bem-estar, evitando situações limite. Esta maior sensibilidade e conhecimento de sinais de alarme permite, quer uma intervenção primária mais eficaz, como uma intervenção dirigida às idiossincrasias da criança e do momento, também mais eficaz. Alterações nos padrões de sono ou alimentação, mudanças bruscas de humor, perda de interesse por actividades que anteriormente eram prazerosas, recusa em ir a determinados sítios ou estar com certas pessoas, merecem sempre uma leitura atenta dos educadores e cuidadores, particularmente se as alterações persistirem no tempo.

Inês Marques

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