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PS Vence As Eleições E O PS Quer Mudar O Concurso De Professores

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O PS ganhou as eleições e desta vez não vamos ter a surpresa de ter um Primeiro-Ministro que não ganhou as eleições. Apesar de ainda não serem conhecidos os resultados finais, a nova distribuição parlamentar, irá permitir ao PS impor grande parte das medidas que constam no seu programa, onde naturalmente se inclui a vertente educativa.

A flexibilidade curricular, a inclusão, as provas de aferição, a autonomia, a municipalização, etc, serão obviamente continuadas/aprofundadas. Mas há algumas nuances no novo programa do PS que vão originar uma nova batalha entre Governo e sindicatos. A questão dos concursos será o centro do furação, ultrapassando a recuperação do tempo de serviço que ficou hoje enterrada, pelo menos durante os próximos 4 anos. A estabilidade docente ou imposição de fixação docente nas escolas, irá causar atritos em muitos professores que pretendem aproximar-se da sua zona de residência.

Outro assunto que poderá ser abordado neste mandato, é a questão do acesso ao Ensino Superior, que como se sabe, não foi do agrado da equipa que liderou o Ministério da Educação e choca claramente com a ideologia de flexibilidade curricular.

Por fim um apontamento para Tiago Rodrigues, que foi eleito deputado e que já disse que pretende continuar como Ministro da Educação… Que António Costa nos surpreenda pela positiva e deixe ficar Tiago Rodrigues no Parlamento.

Fica o resumo das principais ideias do PS no campo da Educação.

António Costa, primeiro-ministro e secretário-geral do PS, tem respondido a algumas questões sobre matérias educativas nos debates realizados. “Estamos disponíveis para negociar com os sindicatos um modelo, em que em vez de haver um concurso obrigatório de quatro em quatro anos, exista só um concurso facultativo apenas para quem quer mudar de escola”

O PS promete implementar um sistema de deteção precoce, ao longo da educação pré-escolar, de problemas de desenvolvimento; reforçar a resposta do sistema público de ensino na rede do pré-escolar; produzir orientações pedagógicas para a creche; avaliar o modelo das atividades de enriquecimento curricular; criar estímulos à fixação de equipas docentes estáveis nos territórios educativos de intervenção prioritária; desenvolver projetos de autonomia reforçado para as escolas com piores resultados; criar um plano de ação de não retenção no Ensino Básico; promover programas de enriquecimento e diversificação curricular nas escolas públicas, assentes na formação artística e na introdução de línguas estrangeiras; reforçar o Plano Nacional de Promoção do Sucesso Escolar, sobretudo no Ensino Secundário; definir uma estratégia integrada de ação sobre a aprendizagem da Matemática.

O PS quer assegurar o pleno cumprimento dos 12 anos de escolaridade obrigatória, dinamizar programas específicos de combate ao abandono escolar para alunos com deficiência, fomentar programas de mentorado entre alunos, melhorar a eficácia dos sistemas de aferição do sistema de ensino e aprendizagem para alunos e professores, reforçar a orientação vocacional dos alunos, implementar um programa de apoio a famílias vulneráveis através de redes permanentes de ajuda à infância e juventude, reforçar as políticas de ação social escolar, e reforçar os meios para o desenvolvimento de programas nacionais e internacionais de intercâmbio de estudantes e docentes.

Liderar nas competências digitais em todos os níveis de ensino é outra proposta do PS que quer fomentar o ensino da computação, desde o Ensino Básico, com metas curriculares e a criação de uma rede de entidades intervenientes “devidamente suportada por uma moderna plataforma digital de interação e partilha de conteúdos”. Acelerar o processo de digitalização das escolas também está no programa com as promessas de lançar um amplo programa nesta área, promover a generalização das competências digitais de alunos e professores, apostar na digitalização dos manuais escolares e outros instrumentos pedagógicos, promover modelos de aprendizagem ativos.

O PS promete valorizar os profissionais da Educação, combater a precariedade, desbloquear carreiras, rever a formação contínua, responder à diversidade dos alunos, especializar a oferta educativa, investir na promoção do sucesso escolar. A estabilidade é referida a negrito no programa socialista. “O ensino é um dos setores em que a especialização e a formação dos profissionais são críticas para os resultados obtidos. Não é possível pensar na concretização de políticas públicas de educação alheadas de profissionais com carreiras estáveis, valorizadas e de desenvolvimento previsível”.

O PS propõe proporcionar condições para uma maior estabilidade e rejuvenescimento da profissão, estudar o modelo de recrutamento e colocação “com vista à introdução de melhorias que garantam maior estabilidade do corpo docente, diminuindo a dimensão dos quadros de zona pedagógica”. O PS promete elaborar um diagnóstico de necessidades docentes de curto e médio prazo, de cinco a 10 anos, bem como “encontrar a forma adequada de dar a possibilidade aos professores em monodocência de desempenhar outras atividades que garantam o pleno aproveitamento das suas capacidades profissionais”.

Os socialistas colocam o reforço da autonomia das escolas como ponto central no seu programa eleitoral. No âmbito dessa autonomia e flexibilidade, e num novo quadro de descentralização, o PS defende mais decisões nas mãos das escolas, como a redução do número de alunos por turma, a valorização das funções das direções, uma vida interna mais participada por parte dos alunos e dos pais, meios técnicos para uma gestão eficiente.

Fonte: Educare

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4 COMENTÁRIOS

  1. Sinceramente, não me parece que a questão da recuperação do tempo de serviço tenha ficado “enterrada”. Bem pelo contrário…

      • Do mesmo modo que a recuperação parcial de pouco mais de 2 anos de serviço não estava do programa do PS e, ainda assim, foi viabilizada…
        Cabe aos potenciais parceiros na governação não prescindir dos compromissos assumidos com os professores. O engenho com que se venha a negociar OE’s pode, finalmente, fazer-nos justiça.

        • Era bom Pedro… Mas não faz qq sentido o PS dar agora uma cambalhota e devolver aos professores o que é seu, depois de tudo o que se passou. Pessoalmente não acredito, mas espero que tenhas razão!

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