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Projeto Europeu para proteção de vítimas de bullying com NEE ou deficiência

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Carla lembra-se de um dia em particular. Estava muito bem arranjada, foi à casa de banho e duas colegas fecharam-na aí, cortaram-lhe o vestido em farrapos com uma tesoura e espalharam todo o conteúdo que trazia na mala. “Várias coisas foram pela sanita abaixo.”

O bullying persegue principalmente os mais vulneráveis e que se destacam por características físicas ou de personalidade. O combate ao bullying é um trabalho diário e muitas vezes ingrato por tornar-se tão repetitivo. Persistir é o caminho, sabendo que a cada bullie vencido aumenta a qualidade de vida de muitos outros jovens.

O bullie não passa de um cobarde!

Autistas têm sete vezes mais probabilidades de ser vítimas de bullying

(Clara Viana – Público)

No projecto europeu de que o ISCTE faz parte assume-se que é preciso aprender com as experiências de pessoas como ela, para as ajudar — e também àqueles que as educam ou trabalham no mesmo local —, a identificar e combater o bullying, o que passa também por adoptar acções de protecção face a este comportamento. Por exemplo, não ficar sozinho nos intervalos.

Irão ser criados materiais interactivos, que passarão a estar disponíveis no site www.disabuse.eu com o objectivo de valorizar as pessoas com necessidades educativas especiais ou deficiência e contribuir assim para que ultrapassem aquelas que dizem ser as suas maiores dificuldades.

Mona O’Moore da Universidade de Dublin apresentou-as assim: medo de não ser levado a sério; medo de represálias; sentimento de vergonha (os insultos frequentes levam a que se pense que estes são verdade); normalização do bullying (“é apenas uma forma de vida”).

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