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Professores Saíram À Rua Contra O Envelhecimento Da Profissão

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São cada vez menos e cada vez mais envelhecidos. Por isso, saíram à rua esta quinta-feira de manhã com as suas idades, tempos de serviço e cortes na pensão ao peito. Os professores uniram-se em frente ao edifício da Presidência do Conselho de Ministros para pedir medidas urgentes por parte do governo, numa ação satírico-reivindicativa à qual chamaram “Age Summit” (Cimeira da Idade).

“Idade: 57 anos. Tempo de serviço: 36 anos. Corte na pensão: 2318€”, lê-se numa das credenciais dos professores, mostrando que a guerra iniciada este ano ainda não acabou. O parlamento aprovou a recuperação integral do tempo dos professores e o governo ameaçou demitir-se. A crise política atada à crise do corpo docente entretanto terminou, mas não ficou resolvida.

A Federação Nacional dos Professores (Fenprof), organizadores do protesto desta quinta-feira, não desistiu da luta. As vozes que se levantaram esta manhã visam “pressionar o governo sobre a questão da aposentação”, explica Vítor Godinho, da Fenprof.

Como o secretário-geral da Fenprof já tinha assinalado, as dificuldades do corpo docente continuam sem resposta no programa do governo que “não apresenta medidas de combate a esses problemas”. Mário Nogueira considerou mesmo o programa de “pouco claro” e lembrava que há inúmeras razões que podem levar os professores a “inundar novamente as ruas de Lisboa ou a fazer greve”: a defesa da carreira docente, a recuperação do tempo de serviço congelado, as ultrapassagens de professores com menos anos de profissão e a aposentação.

“Nos próximos três a quatro anos, vão reformar-se cerca de 12 mil professores”, porque a média de idades dos professores é de 55 anos. “E o problema vai agravar-se”, acrescentava o secretário-geral.

Atualmente, há escolas com falta de professores para assegurar aulas em determinadas disciplinas. Ao todo, haverá mais de 20 mil alunos afetados. Os professores consideram-se uma classe profissional desvalorizada, o que está a afastar os mais novos da profissão.

Fonte: DN

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