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Professores robôs? É esse o futuro?

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Por muito que defenda a tecnologia, existem linhas vermelhas que não quero que sejam ultrapassadas, a ligação professor aluno é fundamental para o desenvolvimento cognitivo e social do aluno. A interação humana nunca pode ser substituída se queremos manter os humanos, humanos…

A experiência levada a cabo num jardim-de-infância, onde se resumiu a ensinar a direita da esquerda, até pode ser algo inocente, onde até se disse…

No ensino, a ideia não é substituir a figura do professor

Mas é assim que tudo começa, é assim que aos poucos se substitui o que nunca deve ser substituído.

Com o desenvolvimento a passos acelerados da inteligência artificial, como será a escola daqui a 20/30/50 anos? Serão os professores substituídos por terabytes de informação?

Para quem viu o filme super-homem, deve lembrar-se que o pequeno Kal-El, aprendeu tudo o que tinha de aprender na sua viagem para a terra através de um professor virtual. Hoje em dia, já é possível aos alunos terem aulas em casa sem a presença de um professor, basta para isso ter uma ligação à Internet. Existem cada vez mais sites com cursos online e até no youtube aprendemos o que nunca pensámos ser possível aprender. O conhecimento está a distância de um clique… É prático, barato e nós dominamos o ritmo e quantidade de aprendizagem que queremos receber.

Será possível que um professor possa ser substituído, tal como foram milhares de trabalhadores em inúmeras profissões?

Até que ponto é que o pequeno Kal-El não passa de um futuro cada vez mais próximo, onde a escola deixa de existir como a conhecemos…

Imaginem bem a alegria dos Centenos deste país…

Alexandre Henriques

À primeira vista, para as crianças aprenderem com robôs não passa de uma brincadeira mas a verdade é que a interação com as máquinas faz com que resolvam problemas. O ‘Falar Global’ visitou um jardim de infância em Lisboa, onde um grupo de crianças usa um robô na sala, desde dezembro, para aprenderem a distinguir a direita da esquerda. Para isso, só têm de o programar com as indicações corretas, para se deslocar num tabuleiro de jogo.

A ideia de pôr robôs a ensinar crianças partiu de uma investigadora da Universidade do Minho, que já levou o projeto ‘Doc-Kids Media Lab’ a mais de 500 crianças em todo o país. Mirabel Miranda considera que é “uma oportunidade de aprendizagem para a vida, não para criar uma turma excelente de programadores”. Como as crianças lidam com a tecnologia de forma intuitiva, esta interação torna-se natural.

Foi com base nesse princípio que uma equipa do Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Investigação e Desenvolvimento (INESC-ID), em parceria com o Hospital Garcia de Orta, juntou crianças com perturbações no espetro do autismo e robôs. No meio de jogos, o robô vai pedindo ajuda e a verdade é que depois de algumas sessões “várias crianças olhavam fixamente para a cara do robô, e isso é uma coisa que as crianças com este tipo de perturbação tem dificuldade”, conta Francisco Melo, coordenador do projeto ‘INSIDE’.

No ensino, a ideia não é substituir a figura do professor, mas a evolução da inteligência artificial e a construção de robôs com capacidade de “inteligência” faz com que até já sejam capazes de ensinarem uma criança a escrever.

Fonte: Correio da Manhã

2 COMMENTS

  1. … essa maneira prática dita robotizada de lidar com as crianças e adolescentes dia após dia sem entrar em parafuso que sempre se perseguiu na escola pública ou não é aquela que evita confrontos entre os pares e chatices com os alunos. quem fugir dessa linha ou é louco ou é apontado como potencialmente perigoso e ostracizado!

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