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Professores pedem saída de ministro da Educação em frente ao Parlamento

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“Quem não sabe ter uma atitude democrática só tem um caminho, é sair, ir embora, dar lugar a quem saiba fazer melhor, coisa que este ministro já provou não ser capaz”, disse o secretário-geral da Fenprof, Mário Nogueira, ao dirigir-se aos dirigentes, delegados e ativistas da organização sindical.

Aos jornalistas o responsável explicou depois porque defendeu a saída do ministro Tiago Brandão Rodrigues, afirmando que o governante tem falta de “capacidade de diálogo e de negociação”.

“O que se espera de qualquer governante é que seja capaz de ouvir, tenha condições e capacidade para negociar o que é negociável. Por exemplo, as questões de segurança e saúde no trabalho são matéria de negociação obrigatória. E relativamente àquelas que são hoje as insuficientes condições nas escolas nada foi discutido com as organizações sindicais, e nada foi negociado também relativamente as questões orçamentais, nomeadamente quais é que deviam ou não ser contempladas” no Orçamento do Estado, lamentou.

Ao contrário, disse, o ministro da Educação teve uma única reunião com as organizações sindicais para lhes dizer que se continuassem a insistir em temas como a recomposição da carreira, recuperação do tempo de serviço, combate à precariedade ou aposentação “estavam a ir para becos sem saída”.

“Ou o ministro é capaz de dar respostas aos problemas da educação ou deve dar lugar a quem seja capaz de o fazer”, afirmou.

A iniciativa da Fenprof serviu para chamar a atenção das principais reivindicações da estrutura sindical para o Orçamento do Estado de 2021 para a área da Educação e Ensino Superior e Ciência, com cada uma das cerca de duas dezenas de grandes faixas, de várias cores, a ter inscrita uma dessas reivindicações.

“Combater a precariedade e promover concursos justos e transparentes” era uma das frases numa das faixas (estendidas na rua fronteira à Assembleia da República), com outras onde se podia ler, por exemplo, “municipalização não é caminho, gestão democrática é opção” ou “6% do PIB para a educação”.

Nas declarações aos jornalistas Mário Nogueira referiu-se a esse número e disse que como atualmente a educação em Portugal “vale 3,2%” (3,4 com fundos europeus) a Fenprof propõe que se chegue aos 6% até ao fim da legislatura.

Fonte: JN

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