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Professores Lesados S.S. | Resposta Às Declarações Da Sec. Estado Alexandra Leitão

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Ontem a senhora Secretária de Estado da Educação Alexandra Leitão proferiu as seguintes declarações “em resposta a perguntas de alguns deputados, nomeadamente de Ana Mesquita, do PCP, e Joana Mortágua, do BE, Alexandra Leitão defendeu ainda que professores contratados com horários incompletos não podem ser tratados em termos de descontos para a Segurança Social como colegas com horários completos de 35 horas, porque criaria uma “desigualdade enorme entre trabalhadores”” – Fonte Lusa

A plataforma dos professores lesados na SS vem repudiar as afirmações proferidas pela Secretária de Estado. Só o desconhecimento total da dinâmica de uma escola e do ECD pode fazer a Secretária de um ministério que se tutela proferir afirmações tão infames!!!

Somos convocados para as mesmas reuniões de grupo, departamento, avaliações e gerais como qualquer outro professor com o tempo completo. Um horário é completo ou incompleto em relação à componente letiva, porque quanto à componente não letiva não existe distinção entre um horário completo ou incompleto.

É grave:

  • Não temos o horário todo registado no papel e somos convocados para serviço da componente não letiva a qualquer hora e dia de horário de funcionamento do estabelecimento escolar, serviço ao qual não podemos faltar sem motivo válido;
  • Assim, estamos disponíveis a tempo completo para serviço da componente não letiva, mesmo num horário incompleto.
  • O horário de trabalho letivo e não letivo é imposto pela direção e disperso por ambos os turnos, o que não acontece nas outras profissões. Em vez de trabalharmos 4h seguidas como num part-time, o nosso horário letivo mais parece uma manta de retalhos, de forma a forçar uma exclusividade do docente ao agrupamento de escolas.
  • O horário disperso e imposto pode mudar todos os meses, a cada nova colocação na RR, forçando ainda mais esta exclusividade ao Ministério da Educação.

 

Mais grave ainda:

  • Não podemos rescindir contrato depois do período experimental. Durante todo o ano letivo, abrem vagas em horários completos e maiores e os docentes já colocados são impedidos de concorrer pelo ECD, para depois o Ministério da Educação referir que são tempo parcial e não podem ter 30 dias mensais declarados à Seg. Social. Isto roça a escravidão.

Surreal e anedótico:

  • Não recebemos subsídio de alimentação todos os dias, se colocados num horário incompleto;
  • Não temos subsídio de alimentação parcial, como os outros trabalhadores;
  • Concorremos obrigatoriamente a horários completos e somos colocados num horário completo ou incompleto, aleatoriamente;

Por todos estes dados expostos, conclui-se que daqui não pode resultar prejuízo para o trabalhador, que vê, por estes fatores, impossibilitado de conseguir 360 dias anuais de trabalho na Segurança Social em cada ano civil, tornando-se imoral reduzir um ano de trabalho em apenas uns meses trabalhados declarados à Segurança Social!

Somos especiais para tudo, só não somos especiais nos dias de trabalho a declarar à Segurança Social.

Ricardo Pereira


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1 COMMENT

  1. Este é um grande erro dos sindicatos. Todo o horário do professor-as 35 horas- deveria estar plasmado na distribuição de serviço no horário que nos é entregue no princípio do ano letivo, mesmo que, como é de justiça e propriedade, seja cumprido em casa. Assim se nos ocupassem esse tempo com outras coisas, teriam de nos pagar horas extraordinárias ou não seriamos obrigados a cumprir esse serviço, seria uma forma de proteger a qualidade do ensino, porque o que se passa neste momento é um sistemático abuso, as horas que deveriam ser aproveitadas para a preparação das aulas (pré e pós) e para a preparação do professor, são usurpadas com trabalho que não é próprio, como trabalho burocrático ou trabalho de animação sociocultural, tendo até o professor que estar de piquete ao correio eletrónico 24 horas por dia para ser informado de serviços que lhes sejam entretanto atribuídos. Algumas escolas são um verdadeiro parque de diversões, em que os professores e as direções das escolas instrumentalizam os alunos para faturar em nome da avaliação de desempenho e da imagem da escola. Os professores que menos se preparam cientificamente são os que têm mais tempo livre para a Disneylandia, acabando com esse show off por eclipsar o trabalho sério feito por outros professores e infletir as escolas no sentido da mediocridade e da desvalorização do conhecimento.
    Outro problema grave (sempre o PS para corromper a educação, embora depois o PSD não corrija nada) é a falta de ética na contratação. Ainda não resolveram a vergonha que é a endogamia nas universidades e já estão a permitir que os professores contratados nos outros níveis de ensino, sejam reconduzidos nas escolas por decisão das direções das escolas, aplicando-se o mesmo aos professores colocados por doença, haja ou não horário para estes professores, é-lhes atribuído horário, retirado a outros professores, pelos muitos “préstimos” exibidos. Colocando estes professores, de acordo com o seu caráter, na situação de fazer tudo o que é mais ou menos legítimo, para agradar, e conseguir a renovação do contrato, humanamente desprezível, penso que por enquanto, o limite será não limparem os WC. Entretanto, outros professores mais qualificados, de direito e de facto, ficam preteridos na colocação. É uma excelente maneira de fintar o concurso e ficar para todo o sempre ao pé de casa a trabalhar, como se professores de nomeação definitiva fossem. Claro que esta situação é do total interesse das direções das escolas, pois assim reúnem um exército de apaniguados e implantam nas escolas relações de suserania e vassalagem. Muitos passos à retaguarda em direção ao patamar da civilidade. Tanto trabalho para criar os concursos e acabar com as cunhas e a corrupção para isto. Assim vai a educação nas mãos do PS. O Estado ao serviço de interesses particulares. E não venham com a treta de que esses professores são muito bonzinhos. Avaliem toda a gente de forma independente, objetiva e anónima, de cima abaixo, inclusive quem está nas direções das escolas. O ensino precisa de gente ilustrada e não de gente cunhada.

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