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Professores Em Rede Ou Presos na Rede?

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«Professores em rede.

Mas em rede como quem se partilha livremente, em busca do saber e do saber Ser mais elevado, ou em rede como um peixe capturado? Tenho refletido e experimentado, acerca do assunto do professor conveniente/inconveniente, sendo que a minha opção é a abordagem crítica e emancipatória, conforme a escola sociológica do precursor Paulo Freire ou, na mesma linha, Peter Mclaren e, aqui ao lado, na Universidade do Minho, Licínio Lima. Essa abordagem, que visa o educando como um ser pensante e crítico, agente consciente numa sociedade em transformação, na qual, ele se apropria e reflete o seu Ser em Si. Essa criança, toma dos seus professores, o gosto pela sede do conhecimento, que estes, sem a preocupação de serem convenientes, demonstram e alertam, para a inconveniência, que tantas vezes representa perseguir os seus próprios sonhos. Professores que não valorizam a mediocridade, mas que apoiam no empoderamento do conhecimento, como premissa para subir um novo degrau. Assim, procuram sacudir, na medida da relevância da sua pequena ação diária, um sistema educativo que reflete o social, absolutamente imperfeito, mecanicista, em linha com a linha de montagem, onde todos, cada vez mais, por força da lei, transitam de ano, sem o poder do conhecimento prévio, que outrora, garante da escola. A criança é vítima das facilidades de um sucesso acelerado, que lhe oferece um triciclo antes que saiba caminhar, para em seguida lhe oferecer uma bicicleta, sem que antes tenha aprendido a montar no seu triciclo. E depois, e depois, e depois… acaba a escolaridade obrigatória e o sistema que lhe diz?: desenrasca-te, aceita, obedece! No limite, o sistema tem resposta para tudo, e prisões com vários graus de confinamento. Liberdade é que não.

“Há quem tenha medo que o medo acabe” Mia Couto “Medo é o nome que damos a nossa incerteza: nossa ignorância da ameaça e do que deve ser feito.” Zygmunt Bauman»

 

Texto do colega Carlos Rodrigues

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