Início Notícias Professores Devem Eleger E Ser Eleitos Para Órgãos De Gestão Das Escolas

Professores Devem Eleger E Ser Eleitos Para Órgãos De Gestão Das Escolas

O cabeça de lista do Aliança às eleições regionais da Madeira de 22 de setembro, Joaquim Sousa, defendeu hoje que todos os professores devem poder eleger e ser eleitos para os órgãos de gestão das escolas.

184
4

Aliança Madeira propõe eleição de órgãos de gestão de forma mais democrática…

Para quando uma proposta destas para o Continente?


 

O princípio da escola democrática é um princípio básico na nossa Constituição e por isso devemos proporcionar a todos os professores direitos iguais de eleger e ser eleitos pelos órgãos de gestão das escolas e limitar a três os mandatos dos membros dos órgãos de gestão das mesmas”, declarou.

No dia em que marcou o arranque do ano escolar 2019/2020 na Madeira, o Aliança esteve em diferentes escolas, contactando professores, encarregados de educação e alunos.

“Deve-se combater o assédio moral, retirando a Inspeção de Educação do gabinete do secretário regional e integrando-a na Inspeção Regional da Madeira, defendeu.

Joaquim Sousa indicou ainda que o “programa de recuperação do tempo de serviço deve ser efetivo, sem cotas, nem alíneas” e que a “avaliação do docente deve ser simplificada e envolver os órgãos de escola”.

O candidato defendeu ainda que os docentes com mais de 55 anos devem ter acesso ao programa regional de pré-reforma, a contratação de mais funcionários para as escolas e que nas escolas, enquanto espaço de cidadania e justiça, “todos os docentes que nos últimos oito anos tiveram três contratos completos devem vincular imediatamente”.

O professor Joaquim Sousa, que transformou a escola do Curral das Freiras numa das melhores do país e foi “punido” pela Secretaria da Educação madeirense, é o cabeça de lista do Aliança nas regionais de 22 de setembro.

Nascido em Évora, em novembro de 1973, Joaquim José Sousa, cresceu e viveu em Lisboa, tendo estudado na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, onde se licenciou em Geografia, Estudos Europeus e Gestão e Administração Escolar.

Antes de ir para a Madeira, lecionou em estabelecimentos no continente e nos Açores, tendo criado a Associação Insular de Geografia e a Associação Científica do Atlântico.

Na Madeira, foi durante nove anos professor e presidente do conselho executivo da escola do Curral das Freiras, na zona rural do concelho de Câmara de Lobos, que estava no fim da tabela e acabou por ser considerada uma das melhores do país no ‘ranking’ de 2015, nos exames de Português e Matemática, mas divergências com a Secretaria da Educação da Madeira acabaram por o afastar.

Esta é a primeira vez que o Aliança concorre às legislativas madeirenses, que decorrem em 22 de setembro.

PDR, CHEGA, PNR, BE, PS, PAN, Aliança, Partido da Terra-MPTPCTP/MRPPPPD/PSD, Iniciativa Liberal, PTPPURPCDS-PP, CDU (PCP/PEV), JPP e RIR são as 17 candidaturas validadas para estas eleições, com um círculo único.

Nas regionais de 2015, os sociais-democratas seguraram a maioria absoluta – com que sempre governaram a Madeira – por um deputado, com 24 dos 47 parlamentares.

Fonte: Noticias Minuto

COMPARTILHE

4 COMENTÁRIOS

  1. A gestão democrática era, pelo menos, muito mais adequada. Além disso o presidente do conselhos diretivo lecionavam uma turma, o que os diretores também deveriam fazer (de preferência as turmas com um perfil mais difícil)!

    A escola pública está em agonia, salvo exceções que merecem, como por exemplo o agrupamento de Alcanena, o nosso aplauso. O trabalho estruturado, sistemático, empenhado acaba por produzir os seus resultados. O caminho do sucesso é longo e exige muita resiliência, o problema é que o tempo dos políticos é incompatível com esta lentidão.

  2. Isso jamis irá acontecer, nos tempos mais próximos, pois, dessa forma, muitos directores deixavam de ser os ”capachos ” das senhoras câmaras e não seria tão fácil receberem directamente ordens no MEC… Um sistema anti-democrático como o que vigora, aperfeiçoado com a presidência do Conselho Pedagógico pelos directores, é a pedra angular de toda a máquina manipulativa … Acrescente-se a isto a nomeação de coordenadores de departamento engajados com as direcções… Sem isto a Flexibilidade Curricular, que já é só um verbo de encher, estourava por completa; os espectáculos engendrados por câmaras, como desfiles carnavalescos, planos para para o sucesso da treta, esoterismos vários nas salas de aula; farsas de práticas de pedagogia supostamente inovadores pifavam, pela descoberta da sua verdadeira essência burlesca… Enfim, acabava a propaganda, a ópera bufa, a falsidade…. Como poderia , quem manda, tornaar a Escolas num sítio democrático… ??? Não, Democracia é para ser vertida entre quatro paredes, numa qualquer aula de Cidadania, onde o Mundo é todo verde, não se estraga o ambiente, e somos bué de inovadores e século XXI!!!

  3. Concordo com o artigo e os comentários anteriores.
    Limite de mandatos para acabar com ditaduras.
    Diretores com uma turma para acabar com a burocracia.

  4. Concordo plenamente com tudo o que disse o colega anterior. Tal como defende o partido Aliança, a gestão de uma escola deveria ser democraticamente eleita por toda a comunidade escola. Só assim se conseguiriam acabar com os clientelismos instalados dos quais uns beneficiam (uma minoria) e outros sofrem (por exemplo de assédio moral).

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here