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Professores “cansados e prestes a entrar em rutura psicológica”, denuncia sindicato

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Professores “cansados e prestes a entrar em rutura psicológica”, denuncia sindicato

Os professores estão exaustos e a entrar em rutura psicológica. Quem diz é o Sindicato dos Professores da Zona Centro (SPZC), uma semana depois do arranque das aulas à distância.

O alerta foi deixado por Manuel Teodósio, que acusa o Governo de promessas não cumpridas. O sindicalista lembra a promessa do Governo de que as escolas teriam os computadores já prontos para as aulas à distância no início deste ano letivo, que “não foi cumprida” e que só avançou com o confinamento e o encerramento das escolas.

“Quando as escolas se viram confrontadas com a necessidade de fazer encerramentos, houve uma pausa de 15 dias para que se pudessem preparar, mas sem os equipamentos essa preparação era impossível. O Ministério lavou os pés ao passar a responsabilidade às escolas, que não têm meios financeiros para fazer face”, lamenta.

O presidente do SPZC denuncia ainda que alguns professores tiveram de comprar computadores para poderem trabalhar e para que, ao mesmo tempo, os seus filhos possam ter aulas à distância.

“Os professores têm de ter os seus equipamentos ao serviço do Estado para poderem lecionar. Eles têm computadores em casa, que também servem para o cônjuge e para os filhos. Um casal de professores que tem dois filhos poderá necessitar de ter quatro computadores porque os pais têm de dar as aulas e os filhos têm de as receber e é necessário investir em três computadores. Isto está a ser extremamente complicado”, explica.

Manuel Teodósio denuncia ainda que não é dado apoio aos professores que tenham filhos menores ou deficientes, que, na pior das hipóteses, terão de ficar em casa. O sindicalista questiona se os docentes que estão nesta situação vão conseguir conciliar o tempo familiar com as aulas até ao final do ano letivo.

“Qualquer outra atividade pode ser desempenhada em momentos diferentes ao longo do dia, mas os professores têm horários rígidos e não têm hipótese de resolver esta situação porque enquanto os profissionais de segurança e saúde podem deixar os filhos nas escolas, isso não acontece nos professores”, afirma.

“Se esta situação pendura no tempo, não sei quantos professores vão conseguir chegar ao fim do ano escolar”, questiona Manuel Teodósio, que defende que o Ministério da Educação não fez o seu trabalho prejudicando a qualidade do ensino.

 

 

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