Início Notícias Professora Agredida Em Sala De Aula Por Aluno De 18 Anos (Madeira)

Professora Agredida Em Sala De Aula Por Aluno De 18 Anos (Madeira)

5199
3

Mais uma agressão a uma professora, a 2ª desta semana, a 3ª no 2º período e a 24ª desde o início do ano a docentes e não docentes.

Professores, funcionários, médicos, enfermeiros, juízes… Quem será o próximo?


Uma professora de matemática da Escola Básica e Secundária da Ponta do Sol foi agredida por um aluno, ao final da tarde desta quinta-feira. De acordo com a RTP-Madeira, a docente foi assistida no serviço de Urgências da Ribeira Brava, após uma agressão na sala de aula.

Segundo fonte da escola, escutada pela RTP-Madeira, o alegado agressor é um aluno de 18 anos, que frequenta um curso CEF, e que já terá agredido um colega de escola. O estudante estará a ser seguido por um psiquiatra por causa de uma depressão.

A professora, com mais de 20 anos de experiência, apresentava ferimentos na face e na cabeça.

O aluno está suspenso e o estabelecimento de ensino já apresentou queixa junto da PSP, abrindo ainda um processo disciplinar. A escola vai ainda levar o caso ao director regional, que pode expulsar o aluno da escola ou proceder à sua transferência para outro estabelecimento de ensino.

Fonte: DN Madeira

3 COMENTÁRIOS

  1. Juíza foi agredida e a senhora agressora ficou em preventiva… e bem! Professores, médicos e outros agentes públicos apanham e não se passa nada é uma vergonha!

  2. Quando uma sociedade se demite de educar, está condenada a aturar!
    Não se vislumbram quaisquer sinais de mudança no horizonte institucional, pelo que terão que ser as famílias e as escolas a olhar para a situação como um problema comum, apoiando-se mutuamente na respetiva resolução. Todos são parte interessada, mas as famílias muito mais, os filhos são deles, os professores passam, apesar de, como é óbvio, serem parte interessada na construção de uma sociedade equilibrada, crítica e responsável.

  3. As agressões aos professores sempre foram um evento raro, como são ainda hoje. A desorganização familial, demonstrada pelo psiquiatra israelita Salvador Munuchin (nos EUA) e os padrões de comportamento das figuras societais consideradas modelares estão na origem deste fenómeno em que a personalidade dos agressores limita a adaptação por carência do processo de socialização. A situação de anomia nas dinâmicas sociais, conhecida desde o fim do século XIX através da investigação sociológica do francês Emille Durkheim (na França), ao mesmo tempo incrementa a probabilidade da ocorrência. Uma variável importante é o aumento demográfico que, só por si, aumenta a frequência dos comportamentos agressivos que o psicólogo americano Martin Seligman (nos EUA) demonstrou em termos experimentais nos últimos anos da década de 1950. A população insular neste caso não terá crescido, mas a população escolar cresceu de modo saliente. A agressão na escolares tem, assim, tendência para uma amplificação correlacionada com estas condições. Medidas cautelares envolveriam a educação parental, programas específicos inseridos no currículo, e uma preparação mais intensa e específica dos professores em metodologias de controlo do comportamento escolar.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here