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Professora agredida e direção da escola diz que situação não passa de um boato.

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Algo de muito estranho se passa na Madeira… há pouco tempo publiquei um artigo onde fiz referência ao trabalho positivo que está na ser feito na ilha ao nível da disciplina. Após a sua publicação, recebi alguns relatos que as coisas não são assim tão cor-de-rosa como se quer pintar.

Hoje enviaram-me esta notícia…

Violência contra professora na Escola do Campanário

(Andreia Ferro – DNotícias)

De acordo com as informações prestadas, a professora lecciona o 7º ano de escolaridade, sendo que durante as suas aulas é alvo de constantes agressões verbais. Aliás, essa violência já terá tomado maiores proporções, com relatos de agressões físicas e de atos de vandalismo contra a viatura da docente. As agressões, diz, partem de uma turma denominada de PCA (Percurso Curricular Alternativo). O colega denunciante afirma que a professora já apresentou queixa na PSP e que o assunto já foi discutido em reuniões na escola, sem que o órgão de gestão tenha tomado qualquer medida. Aliás, afirma mesmo que o Conselho Executivo desvaloriza a situação, sendo que os episódios de insubordinação estarão a alastrar-se a outras turmas dessa escola, com os professores preocupados com esta situação.

 

o presidente do Conselho Executivo da EB23 do Campanário, Inácio dos Santos, que afirmou que esta situação não passa de um boato e disse não ter conhecimento de qualquer queixa relativa a episódios de violência nesse estabelecimento de ensino. Também a Secretaria da Educação foi questionada pelo DIÁRIO sendo que referiu que “as escolas dispõem de competências para lidar com episódios desta natureza. Até ao momento, não chegou qualquer relato sobre o assunto à SRE”.

Alegar desconhecimento é um risco muito grande se houver algum documento que prove o sucedido, uma simples participação disciplinar serve perfeitamente. Espero que a docente o tenha feito, não uma, mas todas as necessárias…

Se é verdade que a direção está a ser negligente, então que se faça queixa à Inspeção e se houver receio de represálias, as denúncias anónimas é para isso que servem…

E reparem bem no comentário à notícia:

Se assim for, estamos perante mais um exemplo da urgência em alterar o modelo de gestão escolar…

7 COMMENTS

  1. Uma Professora nunca pode ser agredida, NUNCA, e a Direcção tem sempre, sempre que investigar. e depois punir, a sério o AGRESSOR!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

    Temos que perder o MEDO de usar os temos adequados:

    Mandar, obedecer, mandar, obedecer, cumprir, respeitar, aprovar , reprovar.

    Temos que ser, e não fazer de conta!!!!!!!!!!

  2. Uma vergonha para a escola do Campanário, mais uma direção de oportunistas e invertebrados. A nossa solidariedade com a professora ofendida.

  3. A colega em questão fez as participações disciplinares. Uma delas fazia referência a agressão ocorrida dentro da sala de aula cujo conteúdo não vou revelar, obviamente.
    A colega ficou sem retrovisores, riscaram-lhe o carro, houve agressões , participações…Enfim!
    Quanto às direções executivas, penso ser importante voltarem a dar aulas mesmo que seja uma única de turma, preferencialmente PCA e /ou CEF porque há professores que têm os dois. O afastamento e “ignorância” da realidade está a consumir quem está no terreno…

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