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“O professor não ensina o que diz, transmite aquilo que é…”

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A frase é de José Pacheco, Professor e Mestre em Ciência Educativa e o ideólogo da Escola da Ponte. O vídeo que podem aceder em baixo, está carregadinho de frases polémicas, muitas com sentido, outras nem tanto… Mais do que dizer que o professor José Pacheco tem ou não razão, apenas recomendo que depois de uma semana de trabalho, pensem o que poderia ser a escola se tudo o que o professor diz fosse realidade. Depois questionem-se se gostariam de estar numa escola assim.

Ficam algumas frases, os negritos são de minha autoria:

Temos alunos do século XXI, professores do século XX e alunos do século XIX

As aulas do século XXI são um escândalo. Com aulas ninguém aprende.

Os professores são relutantes a algumas mudanças e ainda bem… Porque são mudanças que não têm qualquer sentido teórico e são puras habilidades políticas.

A escola tem sido gerida por burocratas e não por pedagogos.

Os jogos políticos de bastidores estragam tudo.

Hoje temos um Secretário de Estado que me inspira confiança… Eu espero que mais uma vez interesses secundários e mesquinhos da política não deitem tudo a perder…

Porque é que damos aulas tão bem dadas e os alunos não aprendem?

A aula é uma invenção maquiavélica do século XVIII.

Não devia haver turmas… Se houver turma como é que o professor pode dar atenção individual à criança?

O professor não ensina o que diz, transmite aquilo que é…

Numa aula não se aprende absolutamente nada.

Há um obsceno silêncio dos pedagogos em Portugal.

A educação portuguesa não cumpre os critérios pedagógicos consagrados na constituição, anda a passo de critérios políticos e de burocratas.

40 anos depois da Escola da Ponte, cansei…

Nós tivemos bons Ministros da Educação, mas não sabem nada de educação… São bons ministros, porque não fazem nada…

A educação portuguesa mudaria radicalmente se acabasse com o Ministério de Educação.

Escolas são pessoas e as pessoas são os seus valores.

Prova não prova nada, prova é um instrumento de má educação.

Eu não quero que acreditem no que eu digo… eu quero que pensem.

As escolas têm excelentes professores, mas a trabalhar do modo errado.

Há um desrespeito muito grande pelos professores. Os professores são pessoas desprezadas, com um estatuto social baixo e mesmo assim tentam fazer o seu melhor. Tenho grande admiração pelos professores, não há profissão melhor!

 

(carregar na imagem para aceder ao vídeo)

4 COMMENTS

  1. Tenho consideração pelo professor José Pacheco… Podíamos estar aqui longas horas a discutir o Projeto da Escola da Ponte…
    Agora ele há coisas, que para mim, e para muita gente que, pensa pela sua cabeça, não são de todo verdade…
    Irrita-me, problema meu, que se vá repetindo, ao longo de 40 anos, que se descobriu o Santo Graal e que todos os outros buscam no escuro… Depois não me parece correto fazer a infatilização, ou imbecilização, de uma grande parte dos professores deste país dizendo que até são bons mas trabalham de modo errado… São, portanto, tontos que ainda não viram a trilha correta e , mais grave, não leram uma linha sobre pedagogia… Ou, então, são estúpidos porque não concordam com o professor José Pacheco…
    Depois não é verdade que os alunos não aprendam ; não é verdade que as escolas estejam paradas no tempo, muito menos no século XIX .
    Nem sempre há silêncio dos pedagogos o que acontece é que há muitos que não concordam com algumas ideias do professor José Pacheco.
    «Também não me deslumbram as frases fortes, que entusiasmam alguns … Pode fazer-se o pino que, não mudando as condições materiais dos alunos, e das famílias , e as qualificações académicas dos pais, e mesmo algumas condições materiais dentro das escolas, que a metodologia é apenas um pormenor, ao contrário do que nos querem fazer querer…
    Depois poderíamos ter uma longa conversa sobre o que é o conhecimento e o que é aprender… e , aqui, muita gente discorda do professor José Pacheco… Serão todos atrasados e idiotas?
    Sobre tantas certezas, numa área como a pedagogia, sempre me causa muitas dúvidas… É que convicções e ideias, muitas vezes não comprovadas com estudos académicos credíveis, valem tanto como as minhas… E não será por ter uma escola organizada de modo diferente que terei uma escola melhor, e, mais importante, uma escola que forme Cidadãos mais livres!
    Ah, já agora, sou a favor de fichas de avaliação e de exames, em geral.. Vale menos a minha ideia? Sou um mau professor por isso? Já sei… ando enganado…

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