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“Professor, Como É Que Interpreta A Sua Posição Na Sala De Aula?

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Fica mais um vídeo do Alfredo Leite, desta vez abordando a questão da posição do professor na sala de aula.

Caro Alfredo, não resisto em opinar, até para enriquecer a reflexão e hipotético debate. Algo que me ensinaram na faculdade foi, “nunca ter os alunos nas nossas costas” ou tentar ao máximo evitar que isso aconteça (atenção que estou a falar da faculdade de desporto). O motivo é simples, nas nossas costas é mais provável acontecer o que não deve acontecer: provocações, agressões, uso de telemóveis não autorizados, etc, ou simples caretas ao professor. Porém, no ensino atual, com a nova dinâmica de sala de aula é cada vez mais difícil o professor estar sempre de frente. O professor é por isso obrigado a “confiar” nos seus alunos, mas essa confiança só se conquista com o domínio da sala de aula, com o respeito que o professor adquire pela relação que tem com os seus alunos, e a capacidade que este tem de sentir tudo o que se passa ao seu redor, mesmo não estando de frente para os alunos.

Muitos professores têm um sexto sentido, parece ficção mas não é. E a experiência dos anos torna esse sexto sentido ainda mais apurado… Não é verdade colegas?

4 COMMENTS

  1. Sou professora há 22 anos e nos últimos 5 tenho mudado muito a minha visão da “posição” do professor em sala de aula.
    Na última escola onde estive simplesmente aboli a minha secretária (porque me condicionava ou porque cair nos mau hábito de estar sempre sentada era uma tentação).
    Atualmente tenho a minha mesa colocada num canto, do lado oposto ao quadro. Circulo pela sala quando é preciso, mas também passo alguns períodos na secretária, sem que isso interfira na dinâmica de ensino.
    Com esta estratégia quebrei o dogma da “fila da frente”, uma vez que a frente da sala poderá ser em qualquer direção. Os meus alunos têm flexibilidade para escolher o seu lugar (há secretárias individuais, uma mesa redonda e uma mesa retangular com capacidade para 5 alunos, cadeiras, bancos, almofadas até 2 cadeiras de praia).
    O meu conselho aos professores: esqueçam o quadro. Inovem, façam (e deixem) os alunos movimentar-se. Deem-lhes oportunidade de escolha.
    Não é fácil mudar o paradigma… mas é possível.

  2. Sou professora do 1° Ciclo.
    Nem todas as salas são assim. Depende muito do quão “quadro-dependente” cada professor é…
    Mas como formadora de PBL ( project-based learning) esta também é a questão com que inicio – “como estão organizadas as vossas salas?”
    A resposta à falta de flexibilidade está invariavelmente ligada à questão do quadro.
    Os professores continuam muito amarrados às aulas expositivas (que fazem sentido, sim), mas que são redutoras do ponto de vista das dinâmicas de sala de aula.
    Conseguir alternar momentos de retórica com experiência “hands on” e momentos de reflexão não é assim tão complicado. Refletir sobre a forma como aprendemos é tão ou mais importante do que o ato de aprendizagem em si.
    Só assim teremos a certeza de estar a contribuir para o desenvolvimento da capacidade crítica das crianças… só assim os poderemos envolver e responsabilizar pelo seu próprio processo de aprendizagem.
    Eu acredito!

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