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Professor Aperta O Pescoço A Aluno E Bate-lhe Com A Cabeça Contra A Mesa

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Por uma questão de honestidade intelectual, não posso deixar de publicar algo que me enviam só porque se trata de um professor.

Fica um excerto do que aconteceu e o natural repúdio.


Um aluno da turma 8.º 4.ª da Escola Secundária Rainha Dona Leonor, em Alvalade, Lisboa, foi esta manhã violentamente agredido pelo professor de Tecnologias de Informação e Comunicação, no decorrer da aula de apresentação da disciplina. O incidente ocorreu por volta das 10h55, quando a aula ia sensivelmente a meio, e enquanto os alunos se iam apresentando ao professor, que estava a dar a sua segunda aula nesta escola, como substituto da professora titular da disciplina, que se encontra com baixas sucessivas por estar a amamentar.

No decorrer da apresentação, os alunos iam à frente e diziam o nome, para o professor ficar a conhecê-los. “Estava tudo a brincar, uns iam lá à frente e diziam que se chamavam outro nome qualquer, e o professor até se ria”, revelou o mesmo aluno. “Só que depois aconteceu aquilo”. Por duas vezes, o professor tinha alertado a turma para o facto de não poderem usar o telemóvel. Mas um dos alunos não respeitou e, segundo contou à direção da escola, agarrou no telefone “para ver as horas”.

Foi então que o professor foi ter com ele e tentou tirar-lhe o telemóvel. “Ele esquivou-se e impediu que o professor agarrasse o telefone. Foi então que o professor se passou e começou aos berros“, contou um outro aluno da mesma turma, ouvido pela MAGG, ao lado da mãe. “Dá cá o caralho do telemóvel, filho da puta”, terá gritado o professor, de acordo com a versão que o aluno contou à direção da escola. Vários outros alunos ouvidos pela MAGG confirmam esta versão. Como não soltava o telefone, o professor agarrou o aluno, de 13 anos, pelo pescoço, e atirou-lhe a cabeça contra uma das mesas. Nesta altura, a turma entrou em pânico e dividiu-se. Enquanto uns alunos correram para fora da sala, a procurar ajuda e a chamar as auxiliares, outros alunos tentaram que o professor largasse o rapaz. Quando finalmente o fez, os alunos correram todos para fora da sala de aula.

(…)

O professor em causa, que estava no seu primeiro dia de aulas na escola, e na segunda aula, chama-se Adriano, mas nem a direção, nem os pais dos alunos souberam confirmar o apelido. Não é propriamente um estagiário e, de acordo com a diretora da escola, terá já “alguma experiência”.

Quanto à continuidade do professor no estabelecimento de ensino, não há certezas. “O que penso é que o professor vai rescindir o contrato. A minha perceção é que ele vai renunciar. Foi isso que ele me comunicou. De qualquer forma, pedi-lhe uma descrição por escrito. Tenho uma versão oral, mas muito atabalhoada”, revelou Hermínia Silva aos pais dos alunos.

Podem ler a notícia completa no site da MAGG


Professor Que Terá Agredido Aluno Na Escola Sec. D. Leonor Foi Suspenso E Detido

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14 COMENTÁRIOS

  1. Não quero só uma versão dos factos. Parece-me que a história está muito mal contada… Pela boca dos meninos e dos papás, claro.

  2. Todos corremos esse registo: um dia podemos passar-nos mediante tantas faltas de respeito, sempre a engolir em seco, sem ninguém se lembrar que tb somos humanos!

    • Sim. Só quem não trabalha numa escola é que não sabe que os meninos e as meninas têm comportamentos na sala de aula que não lembram ao diabo. Multiplicados por 30 ou mais, fazem perder a paciência a um santo. Ou melhor, facilmente fazem perder a cabeça a qualquer um.
      É óbvio que isso não é desculpa para a agressão física, mas, se calhar, conviria contar a história como exactamente se passou…. Não acredito que o professor coma criancinhas ao pequeno-almoço. Certamente que tem melhor paladar.

      Todavia, a verdade é que com idade, doença, burnout e tratados abaixo de caracol pela tutela e pela sociedade, os professores estão no seu limite (fora os que já bateram com a porta e estão de baixa), pelo que o futuro contará cada vez mais com histórias parecidas com esta. Já não há pachorra para aturar tanta má-criação.

  3. Moral da história: os rapazes podem fazer o que lhes apetecer nas aulas (o que parece não preocupar os paizinhos e a sociedade em geral), e os professores têm que aturar tudo estoicamente, com educação e nervos de aço. Não alinho nessa corrente de opinião.

  4. Não sei se é assim. Se tal aconteceu, é lamentável. Mas para vermos aos pontos a que isto chegou conto um de muitos casos que, infelizmente, ocorrem por este País.
    Uma amiga, enquanto dava aulas a uma turma do sétimo ano vê-se confrontada com o seguinte: “Prossora deixe-me ir à casa-de-banho, tenho esperma nas calças”. A professora continua o que estava a fazer, ignorando tamanho disparate, de modo a que a situação fosse esquecida. O aluno continuou. A professora tentava desvalorizar. Não contente, uma aluna acrescenta: “Vá lá sora deixe-o ir à casa-de-banho. É que ele esteve a bater uma e está todo molhado.”
    Ora acham isto normal? Somado a tantas outras, leva a que se perca a cabeça.
    E quando um aluno insulta a professora de “Puta” e de tudo quanto lhe vem à cabeça? Acham normal?????!!!!??? Alunos de primeiro ciclo e até de pré-escolar. Também é normal???
    Claro que não. É fruto da falta de educação dos pais. É falta, profunda, de valores de respeito que foi incutida na sociedade por parte de sucessivos governos, meios de comunicação social e redes sociais.

  5. “….atirou-lhe a cabeça contra uma das mesas…” Foi o que li na descrição do acontecido. Tê-la há arrancado primeiro? Terá atirado a cabeça juntamente com o corpo? Quem foi o redator da notícia? Não seria melhor ir aprender a escrever corretamente?

  6. Ainda que, eventualmente, o professor tenha perdido a cabeça (condenável), haverá atenuantes?
    É que os alunos tem sempre justificações para as agressões que infligem a outrem;
    já foram vítimas de violência, de gozo, provêm de famílias com problemas, sofrem de patologias diversas, foram provocados, estão insatisfeitos com a escola seca, estão cansados da escola armazém, etc
    O nível de stress a que muitos professores são sujeitos hoje nas escolas também poderá justificar muita coisa…Dezenas ou talvez centenas metem baixa para não correrem o risco de perder a cabeça como este professor e serem crucificados na praça pública…Já quando os agredidos são os docentes, a Comunicação Social e a opinião pública considera normal e noticia em rodapé, a malta jovem tem sempre razão e os adultos estão quase sempre errados. Se o processo educativo não flui a culpa é sempre do professor que não captou a essência da criatividade do discente, esse ser em estado puro, que só agride, porque tem razões para agredir. Como alguém disse, estamos a regressar ao estado selvagem, onde apenas sobreviverão os mais fortes!

  7. Quantos encarregados de educação foram presos por agressões, já houve dezenas, muito graves a docentes? ZERO.
    Quantos alunos foram presos por agressões a professores? ZERO.
    Agora até veio logo o irmão do criador de burros crucificar o professor. Vá para casa ajudar a família!
    Mas também ainda não ouvi os sindicatos…
    Os vendidos dos jornalistas até já fizeram o julgamento, sem ouvir as duas partes.
    A partir de agora os alunos podem fazer o que lhes apetecer nas aulas!
    Se os professores não se revoltam agora, estão totalmente perdidos.

  8. Na verdade o que se passou é inaceitável. Mas, alguma vez quando os agredidos são professores, os diretores prestam declarações? Neste caso, ficámos a saber o nome da diretora da Esc. Sec. Rainha Dª Leonor: Hermínia Silva. E até prestou declarações: “Quanto à continuidade do professor no estabelecimento de ensino, não há certezas. “O que penso é que o professor vai rescindir o contrato. A minha perceção é que ele vai renunciar. Foi isso que ele me comunicou. De qualquer forma, pedi-lhe uma descrição por escrito. Tenho uma versão oral, mas muito atabalhoada”, revelou Hermínia Silva aos pais dos alunos.” Mais, quando os pais são agressores são imediatamente detidos? O que não se estaria a passar naquela aula, para o professor ter tomado aquela atitude? Esperamos que tudo seja esclarecido, o docente devidamente penalizado – vê-se pela atitude, basta saber que é um professor em substituição e da disciplina de que se trata, não deverá depender do ensino – mas que os alunos também o sejam pois os atos, atitudes e comportamentos, deveriam ter atingido um nível insuportável.
    São estas situações de indisciplina generalizada, como a relatada e que provocou o incidente, que infelizmente alguns professores deixam passar em claro, e que muitos diretores também o fazem, ignorando ou minimizando as participações dos professores, que acabam por dar a ideia desta “paz podre” que se vive em muitas das nossas escolas e de todos os graus de ensino.
    Hoje, para além de tudo o mais, a situação passou-se em Alvalade…Azar para o docente!

  9. Concordo plenamente com o Lawrence.
    Professor a fazer 64 anos de idade e 39 anos já feitos de serviço, fui o ano passado injuriado e maltratado por alguns alunos de uma turma do 2º ciclo.
    Fui ao hospital… enviaram-me para o psiquiatra e daí para o centro de saúde.Redigi várias queixas
    a quem de direito… porque os alunos “afinal, nada tinham dito ou feito” a Direção foi por mim, chamada à sala, a Directora de turma informada por mim também, mas quando lhes foram pedidas explicações: “nada sabiam em concreto!”..
    Os meninos em causa, coitados, afinal de contas,tinham feito tudo por brincadeira…
    O professor é que lhe pareceu mal!!! até hoje estou a aguardar a resolução deste assunto!!!

  10. Fico muito satisfeita por ver que finalmente nem uma pessoa acudiu um miúdo mal educado; eu sei que o dinheiro é fundamental para se sobreviver, mas nenhum professor devia dar aulas já amanhã, nenhum, e os paizinhos desses mal educados, deviam todos ter aulas de civismos e respeito

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