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Procriação Medicamente Assistida e não só, mas pensar “previamente” na criança?

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O tema da Procriação Medicamente Assistida (PMA), não deve ser lidado com demasiada leveza, e quem “isto” escreve, não tem bases científicas e não só, suficientes, para outorgar quanto ao mesmo qualquer opinião, apesar de ver tantas e tantos com conhecimentos idênticos a saberem tudo e a tomarem posições inflexíveis. Não é o caso, mas é um tema que está na “berra!

Assim, tal como na Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG) – e aqui tendo opinião bem definida pelo Sim – o importante sempre e só, é pretender-se ter uma criança que “desejada”, e que num mundo cada vez mais selvagem, como está a ser o nosso, seja tratada com carinho, apoio, e “preparada” para um dia ser um adulto com força de o ser. “Isto” é o essencial. Quem estas linhas escreve, defendeu e continua a defender o aborto, nunca como método anticoncepcional mas como a alternativa a “um acaso”, quando sem ser essa a intenção pode aparecer uma criança que não foi desejada/planeada. E qualquer criança que venha ao mundo não deve ser uma “casualidade” mas tem que ser uma vontade, especifica!  Não há muitos anos, quando num parto havia o risco de morrer a mãe ou a criança, o médico vinha perguntar ao pai – cá fora – o que queria fazer, o este, muitas vezes optava pela criança. Não poucas vezes tinha optado mal, dado que perdera a mulher com quem poderia ter outra criança e não sabia lidar com a que ficou. Logo uma criança indesejada, apareceu com todas as consequências que dai advieram! Hoje já não é assim decide-se pela mãe, e a opção é do médico, e ainda bem. O direito da criança a sê-lo, e é muito importante, se não o mais importante.

Claro que para o ser, tem que ser bem-educada – que, não só instruída – e tem que ter regras e não haver medo do termo “mandar” , dado que criar, implica  tê-las até para perceber o que é também a liberdade. Termos de comparação e utilização, algo hoje em total confusão! Claro que como criança tem que ter direito a sê-lo, e a brincar, e a ter carinho e amor, e a ter um futuro condigno, algo que não implica dar muitos bens materiais, mas antes dar-lhes o essencial e dar-lhes o resto, que vale muito mas para toda a vida. Assim justificada a opção pelo aborto se algo correu mal na planificação de um novo ser, e só  o tendo quando  “querido/desejado”,  para o ser. Quanto à PMA e por certo por total incorrecção de análise, e fazendo uma associação que nada tem a ver com o caso, mas mostra os “não “limites que alguns actos hoje implicam, quando se fazem experiências entre tecidos de seres humanos e de porcos, assusta, logo é uma área não tão linear em favor de uma nova criança. E como todos estes temas, desde a IVG, à Morte Assistida e claro à PMA, fala-se sem ouvir o outro, tem-se sempre razão e o outro está sempre errado, seja em que campos estejamos, nós temos sempre razão os outros estão sempre errados, e zangamo-nos e berramos. E nada esclarecemos à séria. Sendo que – por certo repetindo, por erro de quem isto escreve – fala-se  e escreve-se muito quanto à PMA mas mais em defesa da vontade de uma mulher ser mãe, do que de uma criança ser bem desejada. E aqui é essencial pensar antes na criança ou não fazê-la, e se tudo está bem pensado que se pronuncie com calma e boas explicações quem o pode saber fazer, mas sem desmedido empenho e demasiada emoção. Quanto à morte assistida a opinião também é sim, para o próprio e só para o próprio por achar que sem dignidade e qualidade não é necessário atrasar e sofrer mais até à morte! Certa!

Augusto Küttner de Magalhães

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