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O problema da recolha dos livros do 1º ano

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As escolas dizem que não têm espaço para guardar os livros, os pais dizem que os livros do 1º ano não são feitos para serem reutilizados, o Ministério de Educação diz aos pais que se não entregarem os livros para o ano não terão acesso a livros gratuitos e as editoras andam danadas com estas “modernices” da reciclagem…

Isto tem tudo para correr bem…

Escolas não sabem o que fazer a manuais devolvidos por alunos

(Correio da Manhã)

Os manuais escolares que o Governo disponibilizou gratuitamente aos alunos do 1º ano que usufruem de subsidío escolar já começaram a ser devolvidos às escolas. No entanto, muitas dos diretores não sabem o que fazer a este material, uma vez que a maioria dos livros não está em condições de ser reutilizável.

Segundo avança esta quinta-feira a imprensa nacional, cabe a cada agrupamento escolar decidir o destino ou a possível finalidade dos manuais devolvidos. A maioria vai optar pelo armazenamento enquanto outros colocam a hipótese de entregá-los, novamente, aos estudantes. No entanto, os encarregados de educação já receberam o pré-aviso de que caso não entreguem os manuais à escola, não recebem novamente livros gratuitos em setembro, no início do próximo ano letivo.

A Confederação Nacional das Associações de Pais (Confap) questiona a devolução dos manuais escolares e lamenta a insistência do Ministério da Educação, uma vez que dificilmente estes materiais serão reutilizados por outros estudantes. “Essa obrigatoriedade não é sequer uma vantagem em termos pedagógicos. Os livros servem de apoio para os anos seguintes e de consulta para as famílias que precisem de auxiliar os filhos nos trabalhos de casa”, sublinha Jorge Ascenção, presidente da Confac, sublinhando que muitas das vezes os livros estão sublinhados e gastos pelos alunos.

Manuel Pereira, presidente da Associação Nacional dos Dirigentes Escolares e diretor de um agrupamento de escolas no concelho de Cinfães, adianta à mesma publicação que já traçou o destino dos livros devolvidos, mesmo sem orientação superior.

“A escola não tem espaço para armazenar os manuais. Não vamos mandá-los para o papelão. Estamos a etiquetá-los com o nome dos alunos e vamos dá-los aos encarregados de educação”, assume, convicto de que os manuais escolares construídos para o 1º ano de escolaridade não permitem uma segunda utilização.

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