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Primeira-Ministra Finlandesa Defende Semana De Trabalho De Quatro Dias E 6 Horas Diárias

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Há uns anos um amigo meu com ligações partidárias ao PS, confidenciou-me que chegou ao gabinete de um ilustre deputado, um estudo que apontava para a redução da carga horária dos funcionários públicos. Tal serviria de bitola para o setor privado. Como é percetível esse estudo ficou na gaveta, mas nele era possível constatar o enorme benefício económico que traria, pois as famílias teriam mais tempo para o lazer e como tal o consumo interno iria aumentar. E já nem falo no aumento de produtividade e felicidade dos trabalhadores que ficou provado em experiências recentes.

De repente fiquei com uma enorme vontade de ser finlandês, ou mudar-me para lá…


O segredo para a felicidade está nas semanas de quatro dias de trabalho? A Finlândia acredita que sim

(Público)

A redução do horário de trabalho pode aumentar a produtividade e reduzir as emissões de carbono. A primeira-ministra finlandesa, Sanna Marin, 34 anos, defende a introdução da semana de quatro dias de trabalho e seis horas diárias. Actualmente, naquele estado do norte da Europa a semana laboral é de 40 horas.

Vários estudos apontam que se se reduzir a duração da semana de trabalho a produtividade aumenta. Por exemplo, na Suécia esta medida já é usada desde 2015, recorda o Jornal de Negócios; também no Reino Unido há empresas que já a adoptaram. Em Agosto, a Microsoft no Japão testou a semana de quatro dias e a produtividade cresceu cerca de 40%. Na Austrália, em Melbourne, uma empresa descobriu que um dia de trabalho de seis horas obrigava os funcionários a eliminar actividades improdutivas, como enviar e-mails inúteis ou participar em reuniões intermináveis, enumera o Guardian.

Um estudo feito na Suécia, na cidade de Gotemburgo, onde os enfermeiros passaram a trabalhar seis horas diárias, concluiu-se que se tornaram profissionais mais saudáveis e felizes. Na Nova Zelândia, em 2018, uma empresa aplicou o modelo de quatro dias de trabalho durante dois meses e os trabalhadores confessaram sentir-se melhor, argumentando que se conseguiam concentrar mais facilmente no trabalho; os seus níveis de stress desceram 7%.

A medida pode ainda ser boa para o ambiente. É que uma semana mais curta pode ser sinónimo de menos produção de emissões de carbono, na utilização dos transportes, por exemplo; ou até na utilização de menos plástico, o das embalagens de comida.

2 COMMENTS

  1. Plenamente de acordo. Qual foi o benefício, por exemplo, do aumento de horas na escola para os professores e alunos? Tudo parece indicar que não foi nada positivo. Pela parte que me toca, tornou-se um suplício pela inutilidade de muitas tarefas, literalmente para cumprir horário, pelo cansaço que gera e que potencia a morte da criatividade, do interesse e da inovação.

    • Caríssima. A única vantagem para os políticos em manter os trabalhadores debaixo de horários incomportáveis (quer para a saúde quer para a produtividade!) é continuar a impedir os trabalhadores de se organizarem… juntarem… debaterem os seus problemas (e a forma como são explorados) inviabilizando o espaço temporal que lhes permitiria organizarem-se… e, possivelmente, de lhes darem um pontapé democrático!

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