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Presidente Da Diprof Vítima De Apropriação De Imagem

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O comunicado que se segue é da autoria da Florbela Mascarenhas, presidente da Diprof. Partilho-o por defender a verdade e por estar a assistir a situações anómalas que devem ser do conhecimento de todos. Naturalmente que darei o devido direito ao contraditório se o visado assim solicitar.

Certas coincidências têm ocorrido e que em conjunto indiciam que a censura anda por aí ou que algumas pessoas andam a tentar calar vozes que pelos vistos tornaram-se incómodas. Além do caso que motivou este artigo, falo do Paulo Guinote e da Anabela Magalhães que viram os seus blogues alvo de denúncias, ficando impedidos de partilhar conteúdo via Facebook. Eu mesmo recebi hoje um email do Twitter, onde o artigo que abordava a temática do fundo de greve foi banido dessa mesma rede social. Nunca me tinha acontecido…

É que a democracia não se pratica apenas quando se desce a Avenida da Liberdade com bandeiras nas mãos, é preciso ter capacidade de encaixe e respeitar a opinião e crítica de terceiros.


COMUNICADO

Caros colegas

Na qualidade de Presidente da Diprof e fundadora do Movimento “ Pelo Respeito e Dignidade da Profissão de Docente”, urge em defesa dos mesmos, esclarecer alguns aspetos.

Como é do vosso conhecimento, fui vítima de uma ignóbil e criminosa apropriação de imagem no FB, por parte de um indivíduo que dá pelo nome de Carlos Marques e em cuja foto de perfil, se vê uma “EB23”, indiciando tratar-se de um docente. A censurável atuação do sujeito em causa, está a ser objeto das medidas adequadas à reparação do meu bom nome e Dignidade, assim como da associação a que presido e que foi alvo de notícia falseada. Continuarei, como até aqui, a lutar pela Dignificação da Profissão de Docente.

Como é do conhecimento de parte dos colegas, assumi pela segunda vez o cargo de Presidente da DIPROF, associação da qual sou membro fundador e pela qual nutro profundo respeito e sentido de responsabilidade. A par desta função e no interregno entre as duas nomeações, mais precisamente, após a minha demissão, e porque urgia continuar a trabalhar as questões fraturantes relativas à carreira Docente e ao Ensino, constituí o Movimento “Pelo Respeito e Dignidade da Profissão de Docente”, do qual muito me orgulho e que tem primado pela insistência da criação de um crowdfunding de forma a possibilitar uma greve prolongada e sem precedentes, mas que se pretende não ser penalizadora para os colegas que a ela aderirem.

Após contacto com vários sindicatos, apenas o STOP, se mostrou recetivo ao mesmo, demonstrando sempre total apoio aos Professores nas suas preocupações e expectativas. Acresce ainda o meu desejo de que o Douto jurista, Dr. Garcia Pereira, nos possa representar nas reivindicações que pretendemos ver justamente solucionadas.

Estas duas atividades( DIPROF/ Movimento) constituem atividades e processos completamente estanques quer na sua génese, quer na atividade desenvolvida. Se por um lado a DIPROF constitui uma associação com o objetivo único de promover todo o trabalho inerente à criação da Ordem, o Movimento procura a resolução das questões atuais e prementes no que concerne à carreira Docente. As duas realidades são completamente estanques e distintas. Após a minha segunda nomeação para o cargo de Presidente da Diprof, em momento algum me foi solicitado a demarcação do Movimento que criei, reitero, após a minha demissão da DIPROF.

Em relação ao Movimento e apesar de o número de membros não ser significativo do que pretendemos, foi criado a 8 de janeiro deste ano e conta já com 946 membros. Digo que não é significativo porque desde o início que tenho insistido e solicitado que apenas entrem os colegas que pretendam trabalhar no projeto, logo não faz sentido a entrada de quem não pretende colaborar, no entanto a aderência tem sido exponencial. Acredito veementemente que ambos os projetos podem e devem existir, não havendo qualquer ingerência no propósito de cada um deles.

Relativamente à questão da Reunião marcada para dia 23, esta, logo que tomámos conhecimento que iria ser realizada uma manifestação para esse mesmo dia, a mesma foi desmarcada, após consulta aos órgãos sociais, conforme se constata no post do “Iniciativa para uma Ordem dos Professores”. A informação veiculada na montagem da foto usurpada é falsa e pretende apenas lançar a confusão e prejudicar quer a minha pessoa quer a Associação referida.

Finalizo repetindo que estes ataques execráveis surtem precisamente o efeito contrário nas pessoas a quem são dirigidos. No que me toca, muito me apraz saber que sou uma voz incómoda e atentamente seguida principalmente por quem pretende destruir e denegrir quer o Ensino em Portugal, quer a Classe Docente. Quem me conhece sabe que não desistirei e que pretendo lutar e ser uma voz ativa naquilo em que acredito. O meu obrigado aos colegas que pacientemente me leram neste extenso comunicado mas que a gravidade da situação obrigou a que assim fosse. Juntos faremos a diferença.

Florbela Mascarenhas

Presidente da Diprof Fundadora do Movimento “ Pela Respeito e Dignidade da Profissão de Professor”

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