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“É preciso eliminar o que resta de preconceito em relação ao ensino profissional.”

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Subscrevo Sr. Presidente da República, mas também é preciso acabar com as falhas amadoras de um ensino que se apelida profissional.

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, defendeu hoje que Portugal deve fazer uma “aposta reforçada no ensino profissional”, que apontou como condição fundamental para a diminuição do abandono escolar.

“Esgotado o impacto da ampliação da obrigatoriedade escolar, o combate ao abandono, essencial para garantir a universalização do ensino secundário, fica dependente da expansão do ensino profissional. Sem uma aposta decisiva nesta modalidade, o país não cumprirá a meta europeia à qual se vinculou: diminuir para 10% a taxa de abandono escolar até 2020”, afirmou.

O chefe de Estado, que falava na abertura do 7.º Congresso da Associação Nacional de Escolas Profissionais (Anespo), no Auditório Eunice Muñoz, em Oeiras, considerou que é preciso “eliminar o que resta de preconceito” em relação ao ensino profissional.

“O ensino profissional não pode ser visto como um ensino de segunda oportunidade, um ensino para os mais carenciados, um caminho a percorrer pelos alunos do insucesso escolar. Esta explicação está ultrapassada. A meu ver nunca teve razão de ser, corresponde a um preconceito social, e os jovens que o digam, e os professores que o digam, e a sociedade que o proclame permanentemente”, afirmou.

Marcelo Rebelo de Sousa defende “aposta reforçada no ensino profissional”

(LUSA via DNotícias)

E como o nosso Presidente anda em modo Educação, fica o seu incentivo aos alunos do EPIS

“Cada um de vocês pode ser herói. E como? Ultrapassando-se, fazendo aquilo que parecia impossível”, disse o Presidente da República, dando como exemplo situações escolares, como uma disciplina mais difícil, um ano letivo mais complicado e que depois conseguiram concluir com sucesso.

Apontou que “os países que vão mais longe no mundo são aqueles que têm mais heróis”, ou seja, onde “há mais gente com mais educação, mais gente a ter sucesso na formação e depois no emprego, e depois na vida e em vez de serem os 10 ou 15 que aparecem nas televisões, nesses países são milhares ou milhões”.

Admitiu que ser herói todos os dias “é muito difícil” e que às vezes “apetece fazer férias de heroísmo”, mas lembrou que a maior qualidade dos heróis é a consistência, ou seja, em vez de fazerem uma vez de vez em quando, fazem sempre e cada vez melhor.

“Por exemplo, o que é um bom jogador de futebol não é aquele que acerta de vez em quando, é o que acerta o maior número de vezes, que passa a bola, marca golos, é aquele que é mais consistente”, defendeu.

“Muitos parabéns porque para estarem aqui é porque há qualquer coisa de herói já na vossa vida. Agora não pode parar aqui e tem de continuar”, desafiou.

Marcelo desafia estudantes do programa EPIS a serem heróis todos os dias

(LUSA via DNotícias)

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