Home Notícias Portugal Tem A Maior Diferença Salarial Entre Professores No Início e Final...

Portugal Tem A Maior Diferença Salarial Entre Professores No Início e Final De Carreira

387
3

O mesmo trabalho, as mesmas responsabilidades e uma diferença de 116% entre o início e final da carreira docente. Não se compreende, não se justifica e é comum ouvir desabafos entre docentes sobre a diferença salarial, ainda por cima quando um certo estatuto adquirido, liberta alguns professores de “topo” de cargos normalmente mais trabalhosos.

Cada caso é um caso e não quero minimamente dizer que os professores de topo deviam ganhar menos, nada disso, os professores de início de carreira é que deviam ganhar mais. Algo que até já foi reconhecido por uma antiga Ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues.

Este estudo não vai mudar nada, mas devia, a estrutura de carreira e respetivos vencimentos deveria ser revista, reduzindo as diferenças existentes.

Fica a notícia e a imagem que dá acesso ao estudo.


Portugal tem a maior diferença salarial (116%) entre um professor do terceiro ciclo no início e no fim da carreira docente, segundo um relatório esta sexta-feira divulgado pela rede Eurydice, relativo a 2017-2018.

Esta diferença de 116% entre o salário de um professor no início e no fim da carreira põe Portugal no topo da tabela das disparidades salariais, com a Lituânia a apresentar a menor diferença entre salários (7%).

Após dez anos de carreira, a diferença de salários em relação a um professor que começou a dar aulas era, no ano letivo 2017-2018, de 22%, após 15 anos de 29% e no topo da carreira de 116%.

No relatório é sublinhado o facto de o acesso ao topo da carreira ter sido descongelado em 2018, o que levou a um aumento de 9% nos salários de topo.

A rede Eurydice salienta que o salário de um professor do segundo ciclo do secundário que inicia a sua carreira é baixo, em Portugal, e a progressão é lenta – 35 anos até chegar ao topo – sendo que a maior subida de salário é concedida após mais 15 anos de ensino.

Portugal está ainda entre os 11 países da rede – ao lado da Bulgária, Grécia, França, Letónia, Polónia, Roménia, Eslovénia, Reino Unido, Montenegro e Turquia – onde o salário base dos professores do pré-escolar, o ensino básico e o secundário é igual e as qualificações para ingressar na carreira genericamente semelhantes.

O relatório foi divulgado no âmbito do Dia Mundial dos Professores, que se assinala em 5 de outubro.

A rede Eurydice integra 42 unidades baseadas nos 38 países que participam no programa Erasmus+ e tem como objetivo explicar como estão organizados e funcionam os sistemas educativos na Europa.

Fonte: Observador

3 COMMENTS


  1. Qual a razão de uma “carreira única”???????

    Qual a razão de uma “educadora” ou um “professor primário” ter uma tabela salarial igual a um “professor do Ensino Secundário”???? Já agora igualem aos “professores do ensino superior”!….

    Será que isto ocorre na maioria dos Países Europeus?????????

    A “abrilada” deu nesta bagunça. As educadoras e os professores primários agradecem esta igualdade leninista.

  2. Senhor atento, se não pretendia com esta carreira “única” deveria optar por outra. É uma chatice viver tão incomodado pois deve ser muito superiormente esbpecial?

  3. Esta análise é perigosa porque pode dar a entender que se ganha muito como professor.
    Ao dizer que, “após dez anos de carreira, a diferença de salários em relação a um professor que começou a dar aulas era, no ano letivo 2017-2018, de 22%, após 15 anos de 29% e no topo da carreira de 116%”. O que se passa, de facto, é que no início da Carreira se ganha mesmo muito mal. E, o fim da carreira, nos dias de hoje, nem merece a pena falar dele porque a maioria ficarão pelo 8º escalão…! De facto, sempre assim foi. E todos por lá passam. mas um professor no final da carreira tem a seu cargo (como no meu caso, 4 estudantes na Universidade..:) E os gastos são superiores a quem inicia a carreira, solteiro, enfim. CUIDADO com o que se afirma. Por lá passarão todos os docentes!! O problema, isso sim, é reivindicar que se comece a ganhar mais! Não invocando a diferença que isso, a todos tocará! E sempre assim foi: no início da carreira o salário sempre foi muito mau. E não mudou muito. Lembro-me de ganhar cerca de um terço de colegas que estavam á porta da aposentação… O que há que reivindicar é AJUDAS de CUSTO PARA QUEM É DESLOCADO à FORÇA… PARA SERVIR O PAÍS!

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here