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Portugal | Pais proíbem menos e apoiam mais os filhos com as novas tecnologias.

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“Se não consegues vencê-los, junta-te a elas”, pode parecer que é esse o caso, mas não é bem assim.

Estamos a falar de pais de crianças até aos 8 anos, curiosamente estou nessa categoria, ou seja, pais que durante a sua adolescência, lidaram com tecnologia semelhante à atual .

A tecnologia não é por isso desconhecida e como tal é aceite, pois não assusta, não é nenhum bicho-papão.

Responsabilidade, orientação e bom senso. Três premissas essenciais para abordarmos a questão da tecnologia com os nossos filhos. As potencialidades são brutais, mas os perigos são muitos. Temos de assumir o nosso papel de Encarregados de Educação e saber quando dizer basta e incentivar quando necessário.

Hipocrisia… anda muita hipocrisia por aí… sempre que ouço falar em tecnologia e nas queixas de que os filhos passam muitas horas nos telemóveis e computadores, ocorre-me sempre essa palavra. Quantos dos que se queixam não têm o mesmo comportamento dentro e fora de casa? Por vezes, antes de falarmos devíamos olhar-nos ao espelho e ver até que ponto os nossos filhos não são apenas o nosso reflexo.

Mas o estudo não ficou por aqui. No último ano, os investigadores de cada um dos países voltaram a visitar as mesmas famílias, para perceber a evolução na utilização das tecnologias durante esse período de tempo. Embora o relatório ainda não esteja concluído em todos os países, Portugal já o terminou – e lança esta quinta-feira, no Dia da Criança, o relatório nacional “Crianças (0 aos 8 anos) e Tecnologias Digitais: que mudanças num ano?”

“O mais interessante foi constatar que os pais passaram a ser menos proibitivos e a apoiar mais os filhos na utilização das tecnologias digitais”

Apesar disso, pais e educadores ainda não estão totalmente conscientes em relação aos riscos a que os filhos destas idades estão expostos na internet: consideram que estes, por não estarem nas redes sociais, correm poucos riscos online.

O aumento da utilização das tecnologias por parte das crianças aumentou de um ano para o outro, sublinha o relatório. “Constatámos que, sabendo ler e escrever com proficiência, as crianças ganham imensa independência e passam a fazer usos muito mais diversificados da internet”, indica Patrícia Dias.

Pais estão menos proibitivos e apoiam mais os filhos na utilização das tecnologias digitais

(Maria João Bourbon – Expresso)

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