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Pessoas obcecadas com gramática são mais desagradáveis que as outras

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Conheço umas quantas… Parecem polícias da gramática 😉

Um estudo publicado em março sugere algo que muita gente já suspeitava: as pessoas obcecadas com a gramática não são tão agradáveis quanto as outras, diz um estudo.

Para a pesquisa, os cientistas Julie Boland e Robin Queen, da Universidade de Michigan, pediram que 83 participantes lessem as respostas de um anúncio pra dividir uma casa. Na sequência, eles avaliaram o interessado em ambos os critérios sociais e acadêmicos.

Havia três tipos de e-mails apresentados no estudo: e-mails sem erros, e-mails com erros gramaticais e e-mails com erros de digitação. Os participantes foram convidados a preencher também uma avaliação de personalidade deles próprios.

Segundo a pesquisa, os participantes de personalidade mais agradáveis ​​tenderam a avaliar de forma menos severa os erros gramaticais do que os participantes menos agradáveis.

O estudo, publicado na revista PLoS One, especula que a diferença entre os dois grupos pode ser “porque as pessoas menos agradáveis ​costumam ser menos tolerantes aos desvios de convenções.”

​O quesito introversão/extroversão também está ligado à maneira com que as pessoas percebem os erros gramaticais. “As pessoas mais extrovertidas estão propensas a ignorar os erros. Já as mais introvertidas julgam tais erros mais negativamente”, diz o estudo. “As pessoas menos agradáveis foram mais sensíveis aos erros de gramática, enquanto aquelas mais rigorosas e menos abertas foram mais sensíveis aos erros de digitação.”

De acordo com o professor de linguística Gregory Guya, as descobertas não são tão surpreendentes. “Esta preocupação excessiva com o padrão e de ver tudo o que não é padrão como um desvio está em confronto com a realidade linguística, que é a da diversidade. É possível imaginar que pessoas que tem uma personalidade mais exigente e severa estão inclinados a ter uma visão mais crítica com relação à deslizes com relação às normas linguísticas”.

Fonte: Glamour

5 COMMENTS

  1. Nestas coisas dos blogues/redes sociais, “adoro” especialmente os que, sentindo que estão a perder uma qualquer discussão, deixam de discutir argumentos e passam a fazer cavalo de batalha dos erros ortográficos ou até dos simples lapsos de escrita de quem deles discorda. Um mal que se nota, por vezes, vindo de quem menos se espera e que já me fez deixar de frequentar alguns lugares mais “contaminados” por este vício.

    Pessoalmente, embora prefira ler textos bem articulados e correctamente redigidos, sempre valorizei mais a relevância do conteúdo do que a forma como se escreve.

    • Também considero mais importante o conteúdo que a forma. Porém, por vezes, “a relevância do conteúdo” diminui devido à “forma como se escreve”. Esta afecta aquele. Quanto pior for a forma, menos claro fica o conteúdo. É indiscutível que os erros de sintaxe e a incorrecção linguística prejudicam a clareza do pensamento. E, já agora, também acho que esta desvalorização dos erros ortográficos é um argumento (uma desculpa) dos que não os sabem evitar.

  2. Há muito que digo que um professor apesar de ser professor, não tem uma formação específica em Língua Portuguesa como a grande maioria dos licenciados em Portugal. Exceção feita aos professores da área de letras que evidentemente têm uma formação própria.
    O que me chateia, é ver colegas do alto da sua especialização apontarem o dedo a outros que não a tiveram. Gostaria de ver um professor de Matemática apontar o dedo a um professor da área de letras por não conseguir resolver uma equação de 3 grau, ou um professor de Informática criticar um colega por não saber configurar uma folha de Excel. Aí já ninguém diz nada, mas de nariz empinado os especialistas apontam o dedo a quem não o é.
    É muito fácil falar quando se sabe tudo e se domina uma área como ninguém…

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