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Peritos Apontam Regresso De Alunos Até Aos 12 Anos, Governo Prefere Alunos Do Secundário

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Acho que estamos a começar a entrar no caminho do surrealismo, quando começamos a ponderar qual o grupo de alunos que terá maior probabilidade de não ficar contaminado ou terá uma taxa mais favorável de recuperação.

O mesmo se está a passar no hipotético regresso dos professores ao trabalho, salvaguardando os mais velhos por serem grupo de risco.

Evidentemente que o “bicho” vai permanecer nas nossas vidas e temos de aprender a viver com ele, mas não suporto a ideia de escolha ao estilo Darwinista. Quem vai assumir as responsabilidades se uma criança de 10 anos ou um professor de 40 morre devido ao contágio pós-regresso?

Ainda ontem morreu uma professora na casa dos 40 anos devido ao covid-19.

E no hospital D. Estefânia a 31 de março encontravam-se 30 crianças em estado grave.

A vida não é para ser jogada como se um jogo de roleta se tratasse!

Fica a notícia.


Peritos chumbam plano do Governo e estão contra reabertura do secundário

Os peritos em saúde pública que estão a acompanhar a evolução do coronavírus em Portugal contrariaram esta terça-feira o plano do Governo de avançar, no início de maio, com a eventual abertura das escolas para o Ensino Secundário.

No encontro com o Presidente da República, o primeiro-ministro, o ministro da Educação e representantes dos parceiros sociais, realizado no Infarmed, os especialistas revelaram que o modelo de análise mostra que há menos riscos de contágio da doença se as escolas foram abertas para as crianças até 12 anos do que para os alunos com idades entre 16 e 19 anos, intervalo etário correspondente ao Ensino Secundário.

Qualquer uma destas opções enfrenta um problema: 51% dos professores de creches e do Ensino Secundário têm mais de 50 anos, o que aumenta o risco de contágio da doença.

A abertura das escolas para crianças até 12 anos teria duas vantagens: por um lado, a taxa de contágio do coronavírus nessas crianças é muito baixa, sendo os sintomas muito ligeiros; por outro, permitiria libertar muito mais pessoas para trabalhar na economia. Em concreto, a abertura das escolas para essas crianças permitiria libertar 1,2 milhões de pessoas, entre alunos e pais.

A mensagem dos peritos em saúde pública surge numa altura em que o Governo tem de tomar uma decisão sobre o terceiro período do calendário escolar. O Executivo anuncia amanhã as condições em que irão funcionar as aulas, no terceiro período, mas, dada a mensagem dos peritos e as preocupações manifestadas por António Costa e Marcelo Rebelo de Sousa no encontro, há uma grande probabilidade de as escolas não reabrirem para as aulas de presença física.

Ao longo do encontro, os especialistas sublinharam que não podem garantir que, no início de maio, o combate ao coronavírus esteja controlado e haja condições para aliviar as medidas de quarentena, de forma a permitir a abertura parcial das escolas e de algumas atividades económicas encerradas com o estado de emergência.

O próximo encontro dos peritos com o Presidente da República, o primeiro-ministro, os líderes dos partidos políticos e os representantes dos parceiros sociais será realizado a 15 de abril, dois dias antes de terminar o estado de emergência.

Marcelo fez teste e não está imune
O Presidente da República confirmou que não está imune ao vírus, após ter feito um teste sorológico. “Uma ironia. Se havia pessoa que contactava de próximo com os portugueses era eu”, disse à Antena 1. Para facilitar o trabalho, que aumentou, mudou-se para o Palácio de Belém. Aí, as noites não têm sido fáceis: “Pensava que dormia pouco, agora durmo ainda menos.”

Marcelo reconhece que “tem sido difícil gerir” a separação dos netos, que só vê à distância. Para evitar situações de contágio, conduz o próprio carro e vai às compras sozinho e de máscara.

Fonte: Correio da Manhã

3 COMMENTS

  1. Estes peritos são os mesmos que diziam que a escola não devia encerrar em março? Então estamos bem. Que história é essa de idades mais novas e mais velhas? Acaso sabem que no Pré-Escolar as educadoras já têm ou estão muito próximas dos sessenta? Só como informação, sou educadora e tenho 65!…. Não sou grupo de risco só porque estou no Pré-Escolar ou isto está tudo doido?
    Conceição Paulino

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