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Perfil do Aluno | Eis as 10 novas competências gerais.

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Vem aí mais uma reforma no ensino, desta vez irão surgir os perfis dos alunos que segundo consta, vão incluir 10 competências gerais.

A informação ainda é pouca, principalmente ao nível da sua operacionalidade, aliás, das muitas reformas a que assisti, a grande dificuldade foi sempre a passagem da teoria à prática, cumprindo com a ideia base.

Algumas ideias parecem-me interessantes, principalmente a flexibilização no ensino e o fim das áreas curriculares de primeira e de segunda.

“Não há mais – e há muito que não as há – ciências dita “duras” e ciências dita “moles”, saberes essenciais e saberes dispensáveis; conhecimento material útil e cultura acessória e inútil”, disse o ministro da Educação, Tiago Brandão Rodrigues

Esta é aliás a grande diferença entre Nuno Crato e Tiago Rodrigues, um resultadista, obcecado em números e em duas disciplinas. Era um fã do PISA… O outro aposta num ensino mais transversal, formando alunos em diferentes áreas do saber.

Eis os novos 10 “mandamentos” do ensino:

relacionamento interpessoal;

linguagens e textos;

informação e comunicação;

raciocínio e resolução de problemas;

pensamento crítico e pensamento criativo;

desenvolvimento pessoal e autonomia;

bem-estar e saúde;

sensibilidade estética e artística;

saber técnico e tecnologias;

consciência e domínio do corpo”.

Ministério quer dar mais espaço aos alunos na sala de aula e fora dela

(Público – Clara Viana)

Flexibilização de currículos ainda em 2017

(Registo audio do Secretário de Estado João Costa – Antena 1)

A definição deste perfil é uma peça de um puzzle maior… é um referencial do que se quer que seja o destino de cada aluno… as outras 3 peças deste puzzle são: definição de aprendizagens essenciais; estratégia de educação para a cidadania; legislação de educação inclusiva.

12 COMMENTS

  1. Trabalho maravilhoso do secretário do estado. Tenho muita esperança no que está a fazer. Sigo-o com muita atenção. Gostei muito da entrevista que deu ontem na RTP. Mudança tranquila e com respeito pelos professores.
    Estamos perante uma oportunidade e uma mudança que não devia ser desprezada. Escrevi sobre isto há meses para os jornais, mas não quiseram publicar um elogio. É o nosso jornalismo de casos e causas.
    Aposentei-me por razões pessoais, mas a esperança fica.

  2. Acho muito bonita a reforma… Escrevem-se umas coisas, que agradam aos mais libertários, mas não se mexe em nada do essencial: currículos extensos e inapropriados para a idades dos alunos; carga letiva excessiva; separação clara, no caso do 1º ciclo, entre AECS e currículo; redução de alunos por turma; equipas multidisciplinares para realizarem uma intervenção ”à séria” junto dos alunos com maiores dificuldades. A verdade , ”verdadinha”, é que os alunos portugueses continuarão a ser ”treinados para o PISA e os currículos serão exatamente os mesmos. Tudo resto é fumaça! Ah, já agora, se alguns forem atrás da ´´poesia das competências”, e no final de cada ciclo os alunos não souberem o que está escritos nos currículos, veremos quem paga as favas!
    Aguardo para ver e espero, sinceramente, estar enganado…

  3. “Não há mais – e há muito que não as há – ciências dita “duras” e ciências dita “moles”, saberes essenciais e saberes dispensáveis; conhecimento material útil e cultura acessória e inútil”. Sempre que vejo esta construção de frese em paralelo desconfio de uma falácia de raciocínio. É verdade que não há saberes essenciais e saberes dispensáveis, e que não há conhecimento material útil e cultura acessória inútil. Mas daqui não decorre, como o ministro faz parecer por analogia, que não haja ciências “ditas duras” e ciências “ditas moles” – ou, para ser exacto, ciências susceptíveis, ainda que provisoriamente, de verificação empírica e nela baseadas e, por outro lado, ciências insusceptíveis de uma tal verificação. Grande parte dos problemas do Mundo actual decorre, por exemplo, do facto de a Economia se tomar por uma das primeiras quando é uma das segundas; e outra parte do facto de muitas pseudo-ciências, como a homeopatia ou a astrologia, se tentarem legitimar pelo uso abusivo de terminologias científicas.

    Não, senhor Ministro: não é tudo a mesma coisa. Os “saberes” não se equivalem todos. Há distinções que são falsas, mas há outras que são verdadeiras; estas distinções têm de ser feitas, sob pena de continuarmos a tomar decisões de vida ou de morte com base em crendices; e uma função essencial da escola consiste precisamente em ensinar o pensamento crítico e o método científico “duro” como forma de evitar que as gerações futuras se afundem, ainda mais que as actuais, num pântano de superstições.

  4. Excelente José Ferreira. O seu comentário é extremamente pertinente e atual. É que vivemos uns tempos tão escuros que alguns parecem querer regressar ao tempo das cavernas.

  5. Meus pobres pequenos! Ainda resta saber quem é que vai matar a cabeça a construir referenciais, descritores, e outros coisos…

    • Esses referenciais, descritores …vai ser matéria destinada a ser construída pelos professores, que são mão de obra barata e estão mesmo ali “à mão de semear”. É mais burocracia que lhes está destinada e lhes vai roubar o tempo para o fundamental – o trabalho pedagógico-didático. O ME está habituado a isso. Assim, não gasta dinheiro…

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