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Quem percebe da escola não são os cientistas, são os professores e os alunos!

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tantrumPelos vistos as sociedades cientificas estão muito incomodadas por não terem sido ouvidas pelo Ministério de Educação sobre o novo modelo de gestão curricular, apostando numa maior flexibilização e exequibilidade dos programas.

Pergunto… Que opinião têm sobre os últimos programas escolares? São equilibrados ao nível de exigência? São flexíveis? Estão dimensionados de modo a permitirem a consolidação das matérias?

Não, não e não! Um dos maiores problemas na escola são os programas. As queixas dos professores são muitas e são transversais, já para não falar das queixas dos alunos…

Já viram bem um programa de Português, de Matemática ou de Educação Musical que não muda há 30 anos?

Do que serviu ouvir e seguir a comunidade cientifica nos últimos anos? Está na hora de ouvir quem anda no terreno e conhece como ninguém as dificuldades dos programas – professores e alunos.

O ministro Tiago Rodrigues virou a agulha, quis ouvir a prática abdicando das teorias de gabinete, excelente digo eu. Professores e alunos não podem ser ignorados quando são os principais visados de todo o processo, são estes os principais conhecedores da viabilidade dos programas.

Espero sinceramente que as mais recentes propostas de professores e alunos sejam uma realidade a breve trecho.

Quanto às “birras” que vão surgindo aqui e ali, é natural, foram mal habituados e agora sentem a falta de atenção…

Mudanças curriculares: ministério excluiu sociedades científicas

(Clara Viana – Público)

“Alertamos desde já para o perigo que representa conduzir uma reestruturação de conteúdos curriculares, mesmo de natureza restrita como esta, sem o apoio firme em bases científicas muito sólidas, que as associações de professores não estão vocacionadas para fornecer”, afirmam na carta ao ministro.

A sério???

4 COMMENTS

    • Eles não estão a discutir o currículo, estão a opinar sobre uma série de questões sobre a escola. A opinião deles deve ser tida em consideração, se acharmos que só os adultos têm opiniões válidas é porque os adultos já não se lembram do que era ser mais novo…

  1. Também estou de acordo que se devem ouvir professores e alunos e até outras pessoas ligadas à educação. No caso de professores, o importante é ouvir professores que dêem opiniões independentes e que sempre tenham estado a trabalhar com alunos (aulas). Porque ouvir professores que já não dão aulas há muito tempo ou professores ligados a algo e que dão as opiniões que alguém quer, é do meu ponto de vista “mise-en-scene”.

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