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Pensar, estudar, mas sabendo pensar!

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pensarSe calhar hoje temos – teríamos, deveríamos –  que dizer aos nossos jovens: pensa, estuda, mas pensa!

Tantos e já não só jovens, são tão “compelidos a pensar” como outros querem que pensem, que se desligam de facto pensar, e fazem o pensamento ao que outros os “obrigam”, mesmo que assim não pareça estar a acontecer.

O” ir na onda e estar na onda”, tem destas coisas. E com todas as novas tecnologias que nos são – sem sombra de dúvidas – cada dia mais úteis, facilita-se que alguém pense por nós– faça-nos  o pensamento – e tantos , demasiados, quando sujeitos a um determinado estimulo reagem exactamete da mesma forma. Até parece que não mas somos, estamos todos uma espécie de ratos de laboratório, e totalmente formatados, para assim o ser.

E quando assim não “reagimos” parece que temos algum defeito. Alguma peça no cérebro já se desapertou. Estaremos fora da realidade dos nossos dias, seja lá o que isto possa ser!
E estuda-se o que nos mandam estudar, não tendo como sair desse circulo apertado e por outros controlados.

Deixou de se ter, quer e dever: ler Livros, por nos dizerem que nada valem. Basta ir à Internet e “sacar” um pouco daqui, outro dali e está feito. e agora a Wikileaks, o Google,  tem lado tudo. Tudo, nem é necessário pensar, é só lá ir.

Abre-se, escreve-se e aparece tudo. Muto resumido, muito igual ao que outro nosso igual está  a ver no outro lado do planeta, mas talvez chegue. Não se faz o espaço “de pensar”, alguém superiormente o faz por nós e acatamos sem dúvidas, são só certezas.

As nossas experiências, as nossas vontades, as nossas diferenças são o menos importante num mundo que ser quer igual, com uma igualdade só nestas “coisas”, que não em quem tem mais dinheiro, por que sim, e em que decide, por que sim.

E estudar, estudar, claro que sim, claro que cada vez mais necessário. Indispensável, mas havendo uma certa margem de manobra para cada um “saber conseguir ter” a capacidade de escolher um tema, lê-lo, aprofundar e como hoje por tudo e por nada se diz “partilhar” com outros, ou também em voga “desfrutar”.

Mas o essencial é haver iniciativa própria, que depois é transportada para o grupo, que não tem que ser a cidade, ou o País, mas pode ser e Escola, os Amigos. Não ter que ser tudo tão igual, tudo tão baço, tudo tão linear. Eu sei, aquele sabe, todos sabemos muito numa determinada área, mas nada de universalidades, que não se devem confundir, como está a acontecer com banalidades. E até e ainda mais grave com coscuvilhices de vidas pessoais ou íntimas de tantos que gostam de tanto as “partilhar” pública e publicadamente, mais que não seja pelas redes socias, mas não só.

E a iniciativa de cada um, que não individualismo, egoísmo e egocentrismo- isto é mau e está a acontecer – esvai-se pela não capacidade de saber pensar, de estudar “ não só e unicamente” o que não nos mandam, que evidentemente também é necessário. Mas é pouco! Muito pouco!

Talvez tenhamos todos que mudar um pouco o paradigma, o contexto, a conjuntura – termos também em voga, mesmo que desprovidos de conteúdo –  e criar à medida de cada um, em grupos mais restritos que se podem alongar,  como actores e não meros seguidores. Ou não!

Augusto Küttner de Magalhães

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