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Pedido de divulgação | Concurso único – vamos acabar com as injustiças

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A Plataforma CUT (Concurso Único para Todos), redigiu um texto para alertar e reivindicar a abertura de um único concurso e que foi enviado para todos os partidos. Esta Plataforma incentiva todos aqueles que se sentem injustiçados ou que não concordem com este modelo de concurso, a enviar o texto em baixo para as sedes dos partidos políticos (os contactos estão no fim). O objetivo é inundar os ditos para que se faça luz…

Apesar deste espaço não se destinar a questões concursais, julgo que esta iniciativa é de todo pertinente e merece divulgação.Email

Ex. Srs.
Candidatos às Eleições Legislativas – 2015

Eu, profissional de educação/familiar de professor/amigo de professor (apagar o que não interessa), dirijo-me a V.ªs Ex.ªs com o intuito de os alertar para as graves injustiças, falta generalizada de transparência e tratamento manifestamente desigual, que se verificam atualmente nos processos de mobilidade interna, seleção, colocação e vinculação de professores.

A diversidade de vias que hoje existem para colocar um professor nas escolas públicas, permite que um professor contratado seja colocado numa escola sem que para isso tenha que se submeter a qualquer concurso. É possível que um professor recém-formado ocupe uma vaga numa escola em detrimento de outro professor do mesmo grupo de recrutamento, contratado consecutivamente pelo MEC há mais de 20 anos. É possível recusar o lugar numa escola a um professor de Quadro Escola há mais de 3 décadas e colocar no mesmo lugar um outro professor recém-vinculado e a realizar ainda o seu período probatório. É absurdo, mas é a realidade atual dos concursos de professores em Portugal. Colocam-se a horários zero quem não tem na realidade horários zero. Coloca-se em mobilidade por doença quem a ela não devia ter direito.
Ano após ano, milhares de professores vivem momentos de absoluta incerteza e angústia, vigiando dia e noite a página da internet da DGAE, entre os meses de julho e setembro, vendo assim negado o direito ao repouso nas merecidas férias. Após o tormentoso processo de concurso e seleção, estes milhares de professores assumem funções em escolas a muitos quilómetros de casa, por vezes na outra ponta do país, com objetivo principal de aumentar o seu tempo de serviço e, consequentemente, a sua graduação profissional, para assim conseguir melhorar a sua posição nas listas de ordenação e aceder a uma colocação melhor para a sua vida. São famílias desagregadas, filhos menores em idade escolar deixados para trás, são vidas passadas na estrada e vencimentos consumidos em despesas de estadia e deslocações, apenas para poder trabalhar. Verdadeiras provas de coragem, esforços dignos de gigantes! Tudo em nome da melhoria da sua graduação profissional e, que devido à BCE e ao mecanismo de recondução, deixam de ter qualquer valor.
É por isso urgente definir e implementar um mecanismo robusto e eficiente, capaz de proceder à mobilidade, seleção, colocação e à vinculação dos professores, de acordo com os mais elementares princípios de justiça e de igualdade, consagrados na Constituição da Republica Portuguesa.
Não se pode admitir por mais tempo a vigência de um tão vasto e confuso conjunto de leis, produzido de forma avulsa e desarticulada, cujos efeitos transformam o quotidiano de alunos e professores, num ambiente instável e de permanente sobressalto, subversivo dos mais básicos princípios de justiça, que ano após ano geram frequentes polémicas e perturbam o normal funcionamento das escolas, arruinando por completo a motivação profissional dos professores.
As leis em vigor não garantem, nem a seleção dos melhores profissionais, nem o respeito pela igualdade no acesso ao emprego público nem a aproximação à residência em iguais condições para Quadros de Escola e Quadros de Zona Pedagógica. Devem, por isso, ser alvo de uma redefinição urgente de modo a eliminar da vida das escolas e dos professores os polémicos concursos que envergonham os serviços de administração educativa.
Certo da melhor atenção de V.ª Ex.ª, expresso os meus melhores cumprimentos.
Nome: …………………………….. – CC n. …………

Contactos para onde podem enviar os vossos emails

[email protected][email protected][email protected][email protected]b[email protected];acores[email protected][email protected]org[email protected][email protected]osverdes.pt[email protected]mpt@mpt.pt;[email protected]por[email protected][email protected]am-lisboa.pt[email protected][email protected]; [email protected][email protected]noscidadaos.pt[email protected]

4 COMMENTS

  1. Boa tarde, a carta em questão foi redigida pela Plataforma CUT, Concurso Único para todos, como poderão confirmar junto da Isabel Palma ou da Plataforma.

  2. …então nos “concursos” para técnico especializado é a anarquia que se instala: escolas que só admitem a concurso licenciados para cima, e outras, vá lá saber-se porquê admitem quem tem o 12º ano, deixando os professores de grupo de recrutamento da especialidade para trás! e esta, heim?!

  3. Boa tarde
    A carta foi escrita pelos elementos da Plataforma CuT, da qual faço parte, e não por Isabel Palma. Aliás não tenho conhecimento de nenhuma Isabel Palma fazer parte da CuT. Agradeço que seja feita a correcção, tal como o meu colega Pedro Xavier (também membro da CuT) solicitou.

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