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PCP Força Nova Votação Da Contagem De Tempo De Serviço Dos Professores

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PSD, CDS, PCP e BE uniram-se para ‘obrigar’ o governo a regressar à mesa das negociações para definir o “prazo e modo” das remunerações de carreiras de corpos especiais da Administração Pública.

O PCP insiste que todo o tempo tem de contar para todos e os comunistas querem mesmo que seja votada de novo no Orçamento, esta terça-feira, a norma que obrigue a repor todo o tempo de carreiras congeladas.

“A solução que pode resolver o problema de todos esses trabalhadores no quadro do OE é aquela que consta do número um, dois e três da nossa proposta e insistiremos para que essa proposta possa ser aprovada para que não fique o Orçamento com esta solução de reproduzir aquilo que já o ano passado foi aprovado”, disse o deputado João Oliveira depois da votação.

O PSD, por seu lado, quer que o ponto de partida seja a contagem do tempo total mas não impõe limites nem prazos. “O PS ficou isolado e os partidos compreendem aquilo que o primeiro-ministro não compreendeu”, começou por dizer Margarida Mano.

“No fim de semana perguntaram-lhe se não faria sentido estar a fazer uma proposta que já estava o ano passado e que já tinha sido aprovada e aplicada. O que a sociedade sentia é que não tinha sido aplicada e os partidos e o Parlamento também assim o entenderam”, justifica a deputada social-democrata.

O CDS defende o mesmo e nem sequer conta com o projeto aprovado em Conselho de Ministros, reforçando que nunca ninguém viu as contas dos custos da medida (os tão falados 600 milhões no caos dos professores).

“Não sei bem se a negociação vai começar da estaca zero porque já houve trabalho realizado e, infelizmente, nós é que não o conhecemos. Há um ano que o CDS pede insistentemente ao Ministério da Educação e ao governo que nos traga essas contas e há um ano que o governo se furta a trazer esses números e não sabemos sequer porquê”, acusa a deputada centrista.

Já o Bloco de Esquerda quer que todo o tempo congelado seja pago e que os dois anos do projeto funcione como uma primeira tranche.

Joana Mortágua recordou que “o decreto que o governo pretende ou pretendia fazer aprovar tem o reconhecimento de uma parte do tempo de serviço, não é o reconhecimento total, não apenas dois anos, nove meses e 18 dias”.

“Nós queremos transformar essa parte do tempo de serviço na primeira tranche, na primeira fase daquilo que é devido aos professores. E para isso o governo não pode dizer que não tem dinheiro porque já estava previsto no seu próprio decreto”, garantiu a deputada bloquista.

Fonte: TSF

1 COMMENT

  1. se houvesse vontade genuína dos partidos, votariam uma norma legislativa com linguagem direta, sem ambiguidade, a obrigar à recuperação total do tempo de serviço no imediato (porque com prazos não se pode garantir que os governos seguintes cumpram).
    a treta da falta de dinheiro apenas se resume ao governo ‘tê-los no sitio’ e não injetar dinheiro em bancos, ppp’s e demais sugadores…

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