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“Parece que vamos deixar de ter professores”, diz subdiretora-geral da Educação

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A subdiretora-geral da Educação, Maria João Horta, garante que já há falta de professores no sistema e denuncia a falta de investimento na área para inverter a situação.

“Parece que vamos deixar de ter professores em Portugal”, disse Maria João Horta, com tristeza, numa conferência promovida pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) sobre “O digital numa pedagogia ativa e autonomizadora”.

A denúncia surge numa altura em que, em muitas escolas, três semanas depois do arranque do ano letivo ainda faltam, por um lado, professores que não chegaram a ser colocados e, por outro, docentes que já apresentaram atestados médicos.

Neste “webinar”, a subdirectora-geral da Educação apresentou os planos do Governo para a transição digital que prevê a formação de professores, revelando que “nesta altura estão a ser formados 400 formadores de todo o país que depois em janeiro vão dar formação aos 100 mil professores que temos no sistema”. Esta formação não vai ser igual para todos, vai adequar-se às competências que cada um dos professores desenvolveu ao longo dos últimos meses.

“É um programa que não vai mudar nada”, desabafa António Dias Figueiredo, professor catedrático aposentado do Departamento de Engenharia Informática da Universidade de Coimbra e investigador do Centro de Informática e Sistemas da Universidade de Coimbra. Foi ainda o responsável pelo projeto MINERVA que introduziu os recursos informáticos na educação.

António Dias Figueiredo considera que o mais importante é a pedagogia e a inovação, para isso é preciso promover uma mudança cultural, dando um exemplo concreto que aconteceu enquanto estava confinado sem sair de casa.

“Durante o confinamento a senhora da mercearia que me vendia a fruta e as hortaliças recebia as encomendas pelo WhatsApp, eu pagava por transferência bancária. Ela fazia tudo com uma desenvoltura, será que ela teve um curso de competências para o digital?” remata António Dias Figueiredo.

O professor da Universidade de Coimbra defendeu, nesta conferência do CNE, em parceria com o GILM (Grupo Informal sobre Literacia Mediática), que o telemóvel, mais do que o computador, é a ferramenta universal que deve ser usada pelos alunos na sala de aula.

Fonte: RR

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