Home Escola Para quando um prove(a)dor alimentar?

Para quando um prove(a)dor alimentar?

351
3

Roda_2Hoje no DN, foi notícia que os bares das escolas violam as regras de alimentação. Nada que surpreenda quem todos os anos costuma visitar algumas escolas e se depara com as proibições de umas e permissões de outras. Os próprios alunos questionam o porquê dessas discrepâncias, enquanto se deliciam com um belo bolo cheio de creme. A politica de fiscalização é um mistério para quem está de fora, mas também para quem está por dentro. Serão os cortes orçamentais a limitar o número de fiscalizações? Certamente que sim, pois seria muito desagradável que as fiscalizações fossem determinadas na base de outros parâmetros…

Mas o problema da alimentação escolar não termina nos seus bares. A qualidade alimentar dos refeitórios está longe de ser exemplar. A alimentação das nossas crianças tornou-se um negócio, e como qualquer negócio, o seu objetivo é faturar. As escolas, fruto das suas restrições orçamentais, selecionam as empresas na base do preço e já dizia o ditado, “sem ovos não se fazem omeletes”…

Quantidades q.b. e redução significativa dos elementos mais caros da ementa como as proteínas, são prato de cada dia. Sobre a qualidade dos alimentos, bem… digamos que nem sempre é a melhor…

Por isso proponho a figura do prove(a)dor alimentar. Alguém a quem possamos recorrer, para exigir o máximo e não o mínimo, bem como uma figura que prove a sua comida para certificar que certos padrões são atingidos.

Num país em que se come tão bem e que a sua gastronomia é uma bandeira nacional, é lamentável que as escolas portuguesas fiquem tão longe dessa realidade. 

3 COMMENTS

  1. Para quem conhece a realidade da alimentação nas escolas nos outros países, não partilhará da ideia que a alimentação nas escolas portuguesas é assim tão má. Pessoalmente como na escola todos os dias. É necessário que os responsáveis estejam atentos à confeção e às quantidades servidas, chamem a atenção, supervisionem. No caso dos refeitórios concessionados, a ementa é elaborada pela nutricionista da Dgeste. Quanto aos bares, mais não se possam servir alguns alimentos, como sopa e outros confecionados na escola; aqui sim, deveria haver mais facilidade.

    • Talvez me possa esclarecer Maria. A nutricionista controla a qualidade dos produtos adquiridos pelas empresas?

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here