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Para quando o fim das aulas radioativas?

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O ritmo de notícias que vão surgindo na comunicação social sobre problemas nas infraestruturas escolares é bastante regular. Ainda ontem, o Arlindo publicou um artigo alertando para problemas graves na Internet das escolas, coincidência ou não, na minha escola passou-me o mesmo onde nem sequer consegui aceder ao meu email. É incompreensível que uma escola que quer implementar metodologias de ensino do século XXI, onde um Ministro da Educação fala em metas digitais bastante ambiciosas  continue a funcionar com uma Internet do século passado. Sim, compreendo que pagar em pack é mais barato, mas voltamos à conversa do costume, Educação não é despesa é investimento…

Mas mais grave que os problemas de Internet, são as escolas que desesperam por obras, onde a chuva, o frio e o calor são parceiros de carteira das nossas crianças. É desagradável, prejudicial ao sucesso educativo, mas vá, aguenta-se e tal… O que não se aguenta, é ver passar os dias, as semanas, os meses e o anos sem que sejam retiradas as placas de amianto que se encontram por cima da cabeça dos nossos alunos e professores.

Numa pesquisa rápida pela Internet (de casa, que funciona bem), encontrei uma moção para a remoção de amianto na escola nº 1 de Elvas, datada de janeiro de 2015.

 

Já lá vão 3 anos, mas há muitos mais que essa escola tem as ditas “aulas radioativas”. O atual Primeiro Ministro até já foi à escola prometendo que desta vez é que era… Os anos passam e tudo permanece igual.

As Autarquias vão ficar responsáveis pela parte das infraestruturas depois da descentralização de competências, espero sinceramente que o Governo não esteja a empurrar obras obrigatórias para cima das Autarquias. Se não está, o que justifica manter escolas abertas carregadinhas de placas que causam cancro, ainda para mais em crianças?

Pergunto a quem de direito… Como é que conseguem dormir à noite? Sei que são todos Centenos, mas até que ponto os Centenos justificam a vida de uma criança?

Os municípios reconheceram hoje que há avanços nas negociações com o Governo para a descentralização de competências nas áreas da Educação e da Saúde, mas continuam preocupados com aspetos como as dotações orçamentais, que precisam de ser melhoradas.

“Apesar dos avanços alcançados” nas negociações dos municípios com o Governo para a descentralização de competências, “ainda subsistem necessidades de esclarecimento e de melhoria”, designadamente nos setores da Educação e da Saúde, disse hoje o presidente da Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP), Manuel Machado.

Na Educação, “há preocupações relacionadas com as dotações, as previsões e as obrigações referentes ao apetrechamento de escolas (aparelhagem, laboratórios, computadores, etc.), bem como à conservação e manutenção dos edifícios escolares”, exemplificou Manuel Machado, que falava aos jornalistas, hoje, em Coimbra, depois de ter participado numa reunião do Conselho Diretivo da Associação.

Fonte: Correio da Manhã

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