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“Para mim o confinamento acabou….”

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E não sei como os privados ainda se mantêm em teletrabalho.Se seguirem os exemplos do Estado….
A todos aqueles que tiveram a simpatia de me desejar bom trabalho na escola tenho a honra de informar que, a partir de 2a feira, darei as minhas aulas à distância nessa nova modalidade, inventada pelas luminárias do governo português: o” teletrabalho no local de trabalho.”
Ainda espero a ordem escrita fundamentada, mas já sei que vai ser assim. Os alunos estarão em casa e eu estarei numa sala de aulas sem eles, frente a um machimbombo informático com 13 anos, a tentar por o teams a trabalhar.
Se, no processo, apanhar Covid a culpa é de quem deu a ordem. Eu sou saudável e forte. E lavo as mãozinhas….
Mas não da mesma forma que muitos colegas, face aos problemas que este momento permitiria desvelar.
A solidão é um estado nato. E, na verdade, a sociedade e os grupos são uma ilusão porque realmente somos sempre nós e a nossa liberdade.
Os computadores que o Estado devia ter para nos entregar, como qualquer outro empregador, dizem que ainda estão na China. O meu é meu e não vai servir para ajudar a tapar a vergonha de quem desgoverna.
Acho que me safo do Covid, mesmo que, nas próximas semanas, seja infectado. Como eu, estarão milhares de outros. Eu tenho uma diferença para muitos deles. Eu escolhi. Não vou obrigado.
Alguns dos que vão estar comigo nessa situação estão pior: não tem computador não tem escolha, tem de gerir situações familiares com filhos e família ou são designados para ensino presencial com alunos que não precisavam de estar nas escolas se houvesse computadores para eles.
Os tais que estão na China porque uns incompetentes não trataram disso em 11 meses. Ou em 5 anos….
O governo não cumpre a Lei, que fez e impõe aos privados, e eu não cedo no meu direito de propriedade.
Eu tenho o direito constitucional de ser teimoso. O Estado tem de cumprir as leis que faz.
O Estado, se quer usar os meus bens (computador, net, etc), notifica-me das condições desse uso. E pede.
Não presume um consentimento que a lei diz que tenho de dar.
Um ajudante de ministro acha que pode subverter o meu direito de mandar na minha casa. Com pandemia, ou sem ela, há um último reduto de liberdade e de respeito à Lei que não se verga a estudantes de advérbios.
Não era este governo que dizia que a cidadania era muito importante?
Eu não ligo às fúrias de quem manda e vou cumprir a ordem. Depois veremos o tribunal. E outras reações.
Em 25 anos de profissão muitos alunos registaram o meu lema de vida, logo na 1ª aula.
“Quem escolhe o seu caminho não tem de se lamentar”.
Eu escolhi o meu. No que é meu, mando eu. E já sei as bocas que vou ouvir.
Afinal sempre “vou apanhar Covid para a escola!” ?
Os que me mandaram para a escola só por ser teimoso talvez um dia percebam.

7 COMMENTS

  1. Perfeita parvoíce de post.
    Ah os teus amiguinhos anteriores também não resolveram. Nunca te esqueças. O que tens ainda o deves ao sócrates. Depois dele foi zerinho
    Os únicos que estão a resolver são estes. E qualquer pessoa normal sabe que comprar centenas de milhares de equipamentos demora. Até porque todos os países estão a fazer o mesmo Mas claro tudo serve para dizer mal. Tudo serve para ser de contra. Tudo serve para ser ridículo perante os portugueses. E por enquanto agradece que não te colocaram em layoff nem te cortaram o vencimento. Se fossem os teus amigos já o tinhas
    Certas coisas são perfeita anormalidades . Essa postura é apenas ódio … que ninguém percebe. Ah sim sou apoiante do governo. E depois? Só podemos cheganos e coelhistas por aqui?

  2. Devias era ter vergonha… talvez apanhes e sejas substituído! Tenho muita pena dos colegas que têm de lidar diariamente contigo!

  3. Poucas coisas na vida me tiram o sono, mas ao ler estas respostas argumentativas
    do Sr. Josě e D. Rute, confesso que por pouco que o iria perder. Só não acontecerá porque as pessoas em causam não o merecem.
    Começo pelo José, aceite o tratamento sem distanciamento, pois como năo teve o cuidado de se identificar convenientemente como deveria ser para quem se atreve a ter o atrevimento de falar da maneira que fala, tudo é permitido.
    Informo antes de mais, que não sou professor, nem sequer conheço o professor em causa.
    Mas voltando ao comentário, nota-se que o referido ódio apenas reside na cabeça de quem não aceita criticas e defesa da honra. Facilmente se constata que o Josě apoia sem reservas tudo o que o governo dita (desde que seja da sua cőr politica)
    O que está em causa năo é politica mas sim direito a ser tratado com respeito.
    Espero muito sinceramente que não seja professor, pois aí a preocupação seria maior. A este compete acima de tudo ensinar a pensar, com espirito aberto e sem barreiras. A capacidade de transmitir principios, sö é possįvel a quem tem liberdade de pensamento e não está refém de politiquices.
    Sobre o ex primeiro ministro Sócrates por razões de justiça até trānsito em julgado de sentenças não faço comentários precoces.
    Quanto à Da. Rute, tamběm referir o mesmo, que não seja professora. Ě só o que desejo.

    Seria de curial importância que quem comenta, se identifica-se como o professor Luis teve a coragem de fazer.

    José Mário Monteiro
    Reformado
    Cidade de Ilhavo
    Diistrito de Aveiro

  4. Espero que o colega se proteja bem e fique sempre de boa saúde. Espero também que a atitude frontal e corajosa do colega faça entender à tutela que os professores não são carne para canhão, nem cidadãos de segunda, e sim, se o Estado paga os instrumentos dos médicos e dos enfermeiros para trabalhar e estes não têm que levar os ventiladores de casa para o Hospital, os professores também não têm de retirar do seu ofensivo ordenado as suas ferramentas de trabalho. Não vale a pena comparar governos em relação à orfandade dos professores, muito menos incensar alimárias que elevaram ao altar a estultíce de MLR, destruindo a educação e comprometendo o futuro do país. Todos os governos ignoram os professores, é assunto para tratar no diva do psicanalista.

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