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Pais e mães não sabem ou têm medo de mandar

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pais passivosEstamos a entoar numa espécie de ditadura da criança sobre os pais/mães que se torna aterradora.

Grande parte de pais e mães não sabem ou têm medo de “mandar” nos filhos/filhas. E desde pequenos o disparate é pegado. E como as crianças percebem que não têm limites, nem quem os imponham, são elas que os criam.

E a inversão de valores é total para alegria e felicidade dos pais/mães, até aos 14 anos dos “rebentos”, a partir dessa idade a tirania dos filhos/filhas sobre os pais é tanta, que chega a vias de facto, ou seja agressões físicas e psicológicas dos filhos aos pais.

E tudo “numa boa”, tudo fixe, tudo amor e paz, e depois quando o caldo ficar entornado, esconde-se a cara com marcas da agressão feita pelos filhos aos pais. Pede-se dinheiro emprestado sem se saber como será pago para satisfazer os caprichos dos filhos.

Habituou-se as criancinhas desde o primeiro dia “cá fora” a não ouvirem um “não”! Coitadinhas tudo com paz e amor. Tão bom! Vão crescendo, estas doces criancinhas, e sabem que o uso da palavra “ não” é delas criancinhas para os seus progenitores, e estes acham “lindo”. Que engraçados que “eles/elas” são, tão espertos!

E depois, vemos por todo o lado a confusão que é, quando uma mãezinha tem um repente e quer dar uma indicação – ordem não, que é feio – ao seu filhinho e ele faz exactamente o contrário.

Mas não faz mal, é fixe, é cool. Não se pode contrariar a criança não vá coitadito ficar contrariado para a vida. E não fica contrariado, fica ao contrário. Sente, experimenta e manda nos pais/mães.

E, passamos a ter a ditadura em pleno das crianças sobre os pais. E estes , evidentemente,  com um permanente “sim” a tudo, e, quando vier em desespero o primeiro e único “não” da vida a criancinha com os tais 14 anos lança à cabeça dos paizinhos a primeira coisa que tiver à mão.

E depois é um choro, não da criança que não foi travada para não ultrapassar limites em devido tempo mas dos pais/mães que não sabem o que fazer. E depois a culpa é sempre dos outros. Os outros pais faziam assim, os livros diziam para fazer assim. E temos ditadores menores em potência a dar ordens aos submissos pais /maiores.
Que bom e que bonito. Que fixe que cool.

Augusto Küttner de Magalhaes

1 COMMENT

  1. Com certeza. É mesmo assim. E isto não tem demarcação de classe social: tanto acontece nos mais como nos menos favorecidos, seja lá o que isso quer dizer… Mas na linha do “cool” e do “fixe”, vem o recurso ao aconselhamento psicológico, ao diagnóstico de hiperatividade e à respetiva medicação, em desespero de causa. Nunca se viu tanto miúdo medicado para comportamentos que, em muitos casos, se teriam resolvido, a seu tempo, com outras soluções. E nem é preciso ir à faculdade para aprender isso, os antigos diziam “de pequenino…”. E não é que tinham toda a razão?

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