Home Escola Pais Apoiam Solução Da Escola Por TV Cabo

Pais Apoiam Solução Da Escola Por TV Cabo

2711
5

“Este pode ser um instrumento que ajuda a minimizar as diferenças e desigualdades entre escolas e famílias, mas não vale o problema de interação entre o professor e o aluno, que precisa de ‘feedback’ para assuntos que não percebeu ou para problemas que resolveu”, disse à Lusa Jorge Ascenção, presidente da Federação Nacional das Associações de Pais (Confap).”

As associações de pais aplaudem a medida em estudo pelo Governo de transmitir os conteúdos educativos do terceiro período através de televisão por cabo, considerando que vai reduzir as desigualdades, mas alertam para a importância de interação professor/aluno.

“Este pode ser um instrumento que ajuda a minimizar as diferenças e desigualdades entre escolas e famílias, mas não vale o problema de interação entre o professor e o aluno, que precisa de ‘feedback’ para assuntos que não percebeu ou para problemas que resolveu”, disse à Lusa Jorge Ascenção, presidente da Federação Nacional das Associações de Pais (Confap).

Para o representante dos pais, “todas as soluções que ajudem a minorar o impacto económico nas famílias” são bem-vindas, mas é necessário complementá-las com outras medidas que colmatem falhas pontuais.

É nesse sentido que Jorge Ascenção diz que é necessário que haja um esforço de todos – como sublinha que tem havido -, alunos, pais, escolas, juntas de freguesia.

Reconhecendo as dificuldades inerentes a uma situação que é nova e com a qual todos estão a aprender a lidar, o responsável admite que também “há pessoas que se agarram às dificuldades para não fazer”.

Como exemplo aponta o ensino superior, que na generalidade está a funcionar, mesmo sabendo que nem todos têm acesso a computador, o que explica com o maior nível de autonomia destes alunos.

No ensino básico e secundário há mais heterogeneidade de idades, o que dificulta o processo, mas em relação ao terceiro ciclo e ao secundário, Jorge Ascenção considera que a estes alunos já se deve exigir “critério, autonomia e responsabilidade”.

Deste modo será possível perceber as suas capacidades e encontrar soluções para os problemas encontrados.

No fundo, as desigualdades sempre existiram mesmo nas escolas: “Temos comunidades com culturas diferentes, em alguns casos já era difícil fazer com que os alunos fossem à escola, era preciso ir buscá-los”.

“Todos sabemos que a interação dentro da aula também era diferente, ou porque um aluno é mais tímido, ou porque não gosta da escola… não é um problema novo, são os instrumentos que são novos, para colmatar um problema que já existia”, acrescentou.

É nesse campo da interação que sugere que se encontrem soluções à medida e que podem passar, por exemplo, por tirar uma fotografia aos exercícios feitos (a partir dos conteúdos enviados por televisão por cabo) e enviar ao professor.

No fundo, o presidente da Confap considera que esta é uma boa solução, “mas não pode ser só essa”.

“Temos que agarrar a solução que funcionar melhor entre professores e alunos, e poderá ser mais do que uma”.

O Governo está a estudar soluções que garantam que todos os alunos têm acesso aos conteúdos educativos no terceiro período, perante a possibilidade de as escolas continuarem encerradas depois das férias da Páscoa, no âmbito das medidas de contenção da propagação do novo coronavírus, responsável pela pandemia covid-19.

Numa entrevista ao programa “Gente que conta” do Porto Canal, que vai ser transmitida hoje à noite, questionado sobre como vai o Governo garantir que todos os alunos vão ter acesso aos conteúdos educativos durante o terceiro período, nomeadamente os que não têm acesso à Internet, o ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, adiantou que estão a ser estudadas várias soluções, que podem passar por canais “do estilo youtube”, que permitem a transmissão de vários conteúdos em simultâneo ou também por fazer chegar os conteúdos pela televisão por cabo.

“Oitenta e três por cento dos lares em Portugal têm TV cabo. Podemos fazer chegar conteúdos às crianças também por essa via”, referiu o ministro, acentuando que não será um regresso à “Telescola” (até porque a quantidade de anos letivos em causa não permute replicar um modelo que em tempos foi aplicado apenas aos 5.º e 6.º anos), mas um modelo mais próximo de canais do estilo do Youtube.

Em causa estão críticas que se fizeram ouvir nos últimos dias pelo facto de os alunos sem acesso à Internet não terem possibilidade de manter o contacto com os professores e continuarem a ter aulas.

As escolas de todo o país estão encerradas desde 16 de março, por ordem do Governo, uma medida que visou reduzir o risco de propagação do coronavírus. Três dias depois, o país entrou em estado de emergência, situação que se manterá pelo menos até ao fim do dia 02 de abril.

Fonte: Jornaleconomico.sapo.pt/

 

5 COMMENTS

  1. ” … o ministro de Estado, da Economia e Transição Digital, Pedro Siza Vieira, adiantou que estão a ser estudadas várias soluções, que podem passar por canais “do estilo youtube”, que permitem a transmissão de vários conteúdos em simultâneo ou também por fazer chegar os conteúdos pela televisão por cabo.” … então … foi despedido o ministro da educação???????

  2. As associações de pais apoiam por acaso as associações já perguntaram a todos os pais se tem condições de pagar isso quantos nao tem acesso a internet ainda e quantos vao ficar sem no fim disto por nao conseguirem suportar mais essa despesa porque ficaram sem trabalho sem direito a nada .
    Eu se tiver de escolher entre por comida na mesa para os meus filhos ou internet o que acham que eu vou escolher ?
    Cada vez me desiludo mais com o nosso governo e todos é uma vergonha .

  3. E por que não arranjam forma de fazer como antigamente na Telescola? A programação era feita só para 2° e 3°Ciclos e pelo menos os alunos observavam aulas pelo método expositivo. Os do Secundário mais crescidos teriam de estudar pelos manuais, mas os de idade infeeior a 15 anos não ficavam sem aulas. Tinham assim obrigação de assistir às aulas calendarizadas e devia esta transmissão ser assegurada pelo canal 2, da RTP como outrora se fez.

LEAVE A REPLY

Please enter your comment!
Please enter your name here